Ontem eu comecei um diário. Sim, sim: peguei um caderno, botei a data lá em cima e comecei a escrever. É meio estranho isso de voltar a escrever no papel, parece que voltei no tempo de repente.
Bom, meus dias não são lá muito empolgantes, como vocês devem imaginar: desempregado e passando a maior parte do tempo em casa, nada de muito notável acontece. E, mesmo que aconteça, não vejo sentido em anotar essas coisas. Meu diário, embora recém-começado, já mostra a que veio: pensamentos, sentimentos, medos, planos. Acontecimentos? Nenhum.
Como conseqüência do diário, acho que vou conseguir o que venho tentando há tempos: deixar este blog mais impessoal. Sátira da Bíblia, um ou outro comentário sobre filmes e livros. E só. Eu sei que muita gente não vai gostar: há quem aprecie meus arroubos sentimentalóides. Eu até gosto de escrever coisas assim, mas saber que pessoas não muito agradáveis podem ler minhas confissões é um troço que me assusta um pouco.
É isso, meu povo: JMC de volta às origens.