Mencionei de passagem que ia prestar concurso público, lembram-se? Pois então: ontem recebi um e-mail do Ângelo, um leitor muito prestimoso e de excelente família, dizendo que a prova foi cancelada. Fui conferir lá no site do ESAF, e é verdade: parece que uns brasilienses tumultuaram o ambiente de prova levando folhas de prova e cartões de respostas para fora das salas, atrapalhando o andamento em outros locais, queimando índios, matando garçons, essas coisas de brasiliense.
E agora eu não sei se comemoro ou lamento. Eu sigo certas regras para fazer provas. Uma delas é não estudar, outra é não conferir os resultados. Por isso nunca anoto minhas respostas. Mas acontece que a primeira metade da prova era tão fácil que eu consegui me lembrar de todas as respostas e não resisti à tentação de conferir. Resultado: de 10 questões de informática acertei 9, de 10 de matemática acertei 7 (ou 8, não lembro), e matei todas as 15 de língua portuguesa. “Uau, foi bem na prova!”, alguém há de pensar. Teria mesmo ido bem, não fossem as outras 40 questões, todas de Direito. Se fossem 40 questões em caracteres cuneiformes sobre os minerais do subsolo do Iraque, seriam igualmente incompreensíveis para mim. Não me lembro das minhas respostas, então não sei se fiz os 29 pontos necessários. Mas acho que não: é MUITO improvável acertar 29 de 40 apenas por sorte.
Não importa, porém: a prova foi cancelada, terei outra oportunidade. Acho que dessa vez vou estudar esse negócio aí de Direito.