Jesus, me chicoteia!

Coisas escritas em

Chico

Eu ia escrever sobre o aniversário de 60 anos do Sr. Francisco Buarque de Hollanda, mas parece que todo mundo vai fazer isso. Então me contento em apenas ficar quieto por aqui, ouvindo sua música para celebrar a data. Porque eu, sabem?, TENHO TODOS OS DISCOS DO CHICO BUARQUE.

Tempo e Artista

Imagino o artista num anfiteatro
Onde o tempo é a grande estrela
Vejo o tempo obrar a sua arte
Tendo o mesmo artista como tela

Modelando o artista ao seu feitio
O tempo, com seu lápis impreciso
Põe-lhe rugas ao redor da boca
Como contrapesos de um sorriso

Já vestindo a pele do artista
O tempo arrebata-lhe a garganta
O velho cantor subindo ao palco
Apenas abre a voz, e o tempo canta

Dança o tempo sem cessar, montando
O dorso do exausto bailarino
Trêmulo, o ator recita um drama
Que ainda está por ser escrito

No anfiteatro, sob o céu de estrelas
Um concerto eu imagino
Onde, num relance, o tempo alcance a glória
E o artista, o infinito

(Chico Buarque – 1993)

Este mundo está perdido…

Começou o Caldeirão do Huck. Eu nunca havia visto esse programa, e me animei ao ver que começa com várias gostosas dançando. “Eba”, pensei. Mas eis que a música que tocava tinha uma letra, digamos, estranha. Eu cheguei a pensar que meu inglês capenga (falo do idioma; não é que eu tenha um capenguinha da Inglaterra aqui em casa) estivesse me pregando uma peça. As palavras só podiam estar errada. Desci até meu quarto para procurar no Google, e era aquilo mesmo:

Lick my neck
Lick my back
Lick my pussy
And my crack.

(mais)

A parte do “my pussy” é censurada, mas você logo deduz. Parece que o nome da música é My Back, My Neck (Lick It), de uma certa Khia.
E eu achando o funk carioca pornográfico…

(Por outro lado, a letra é bem educativa)