Tá, tá, vou postar alguma coisa então. Mas como não estou a fim de pensar, vou contar o sonho que tive na noite passada.
Pois então, eu estava tentando arrumar a porta de um apartamento. Não era bem uma porta, era mais uma cortina que se prendia com velcros, uma coisa absurda. Enquanto fazia meu trabalho, vi que na porta do apartamento ao lado estava uma garota que conheci recentemente. Linda, loira, sorridente:
— Marco, você aqui! Entra, entra, tá tendo uma festa, tá todo mundo aqui.
Larguei o que estava fazendo e fui. De fato, estavam todos lá: minha família inteira, amigos da época do segundo grau, amigos da faculdade, amigos blogueiros, amigos dos amigos, todo mundo. E mais gente foi chegando: Bárbara, deus, Camila e Fer chegaram juntas, Daniel, um monte de gente. Paula Manzo estava dependurada na folha da janela, e balançava-se pra lá e pra cá. A cena me deu um frio na espinha:
— Paula! Estamos no 12º andar!
— E daí?
— Você vai cair daí!
— Vou nada. Faço isso direto.
Mesmo contrariada, porém, ela acabou saindo da janela e vindo juntar-se às outras pessoas.
A festa era animadíssima. As pessoas conversavam, dançavam e, principalmente, riam. Riam muito. Eu peguei uma cerveja e fui confraternizar com as pessoas. Para começar, fui falar com Daniela, deus e Tonon, que pareciam rir mais que todo mundo.
— Festa legal, né?
— Muito.
— É legal ir a uma festa que não seja minha. Fico mais à vontade.
Eu disse isso e os três começaram a rir com muita força, dobrando-se de tantas gargalhadas. Entendi nada e saí pra ir falar com o Daniel:
— Aê, mano. Gostando da festa?
— Pra caralho.
— Cheguei aqui por acaso, nem sei do que se trata. Quem tá dando esta festa?
O Daniel começou a rir descontroladamente também, e aquilo começou a me incomodar. Todas as pessoas com quem eu tentava abordar o assunto do dono da festa tinham ataques de riso. Vendo meu desconforto, o Daniel resolveu que já era hora de me dizer a verdade:
— Seguinte, mano. A festa toda aqui era só pra sua mãe assinar a papelada.
— Que papelada?
— Ué, não tá sabendo? A autorização para a sua morte. Só ela ainda não estava sabendo. Mas tudo bem, agora ela já assinou e os papéis foram passados adiante.
Apontou para um lago que havia no meio da sala. O lago tinha nenúfares nas bordas. Um maço de papéis flutuava no meio do lago. Foi flutuando, flutuando e entrou embaixo das plantas. Todo mundo aplaudiu, enquanto eu olhava em volta, incrédulo. Olhei novamente para o lago e vi que uma ponta de papel aparecia entre as folhas. Mergulhei para apanhá-lo. O Daniel gritou:
— NÃO, MARCO! NÃO PULE NO LAGO!
E pulou atrás de mim. Começamos a brigar na água, enquanto as pessoas em volta nos estimulavam com gritos. Bom, na verdade estimulavam só a ele. No fim das contas, consegui me desvencilhar dele e pegar os papéis. Dei um grito de triunfo, que tive que interromper na metade: levantando a mão, Daniel exibia os verdadeiros documentos. Olhei para os papéis que eu tinha na mão, e eram só folhas de caderno. O desgraçado me enganara. Quis bater nele, mas a Bárbara pulou no lago e me disse que era tarde: eu já estava morto.

Um sonho assim é uma boa maneira de se começar o fim-de-semana.