Como muitos de vocês sabem, dia 7 de fevereiro isto aqui completará dois anos de existência. Quem foi à festa do ano passado está ansioso por outra, eu sei. Aquela festa foi memorável (graças aos convidados,claro. Porque se dependesse do anfitrião…).
Pois bem: a Bárbara (minha agente e ex-namorada) estava procurando um lugar legal pra fazer a festa e acabou achando um bar ali no centro da cidade. Fácil acesso, infraestrutura, espaço suficiente e, o que é melhor, disponível para reserva no dia 7 de fevereiro. Então liguei para o dono lá do lugar, confirmei com ele e marquei um dia para ir até lá para acertar os detalhes. Fui ontem. Pra começar, parecia um esquema de suruba máfia: cheguei perguntando pelo cara, o que me atendeu perguntou meu nome, pensou e depois disse: “Acompanhe-me”. Ele subiu para o primeiro andar e, chegando ao corredor, me fez sinal para parar. Entrou numa sala e disse:
— Fulano, é o Marco Aurélio.
E então me fez sinal para entrar. Falei da festa, expliquei de que se tratava, e o mafioso:
— Bom, é o seguinte: todo sábado o bar fica reservado para uma festa já tradicional. Mas você pode fazer naquele espaço ali, ó.
Fui ver o espaço ali, ó. Pequeno. Voltei pra falar com ele.
— Cabem 200 pessoas ali?
— DUZENTAS???
— É. Na festa do ano passado foram mais de 150, então acho prudente esperar pouco mais que isso este ano…
— Hum… Por que você não faz na sexta-feira?
— Porque vem um pessoal de outros estados, e todo mundo chega no sábado de manhã.
— Sei, sei… Hum… É. Então faz na sexta-feira, oras!
— Na sexta não dá. Tem que ser no sábado.
— Ah, tá. E porque você não faz na sexta, então?
— Já expliquei: vêm pessoas de fora, chegam no sábado, impossível fazer a festa na sexta.
— Sei… Reserva pra sexta-f…
— Seguinte, Fulano: vou ver e ligo pra você durante a semana. Tchau.
Saí de lá querendo quebrar todos os estabelecimentos suspeitos do mafioso. E agora estou sem lugar para fazer a festa. Eu tinha pensado em fazer na Central das Artes de novo, mas um monte de gente falou que era melhor não: é longe, é chato, é isso, é aquilo. Só que ninguém sugere lugar melhor. Assim é fácil, caralho.
Então em verdade, em verdade vos digo: esta semana vou ver mais UM lugar com a Bárbara. Se não rolar, reservo a Central das Artes para algum sábado de fevereiro que ainda esteja disponível. E aprendo a nunca mais ouvir ninguém.