Jesus, me chicoteia!

Coisas escritas em

Momento de louvor

Gota D’Água

Já lhe dei meu corpo, minha alegria
Já estanquei meu sangue quando fervia
Olha a voz que me resta
Olha a veia que salta
Olha a gota que falta pro desfecho da festa
Por favor

Deixe em paz meu coração
Que ele é um pote até aqui de mágoa
E qualquer desatenção, faça não
Pode ser a gota dágua

(Chico Buarque)



O Pouco Que Sobrou

Eu cansei de ser assim
Não posso mais levar
Se tudo é tão ruim
por onde eu devo ir?
A vida vai seguir
Ninguém vai reparar
Aqui neste lugar
eu acho que acabou
Mas eu vou cantar pra não cair
fingindo ser alguém
que vive assim de bem
Eu não sei por onde foi
Só resta eu me entregar
Cansei de procurar
o pouco que sobrou
Eu tinha algum amor
Eu era bem melhor
Mas tudo deu um nó
e a vida se perdeu
Se existe Deus em agonia
manda essa cavalaria
que hoje a fé me abandonou

(Marcelo Camelo)

Chat com rádio? Agora?

SIM! AQUI!
(Rolando REM ao vivo no Rock In Rio 3)

Sobre a festa de dois anos

Como muitos de vocês sabem, dia 7 de fevereiro isto aqui completará dois anos de existência. Quem foi à festa do ano passado está ansioso por outra, eu sei. Aquela festa foi memorável (graças aos convidados,claro. Porque se dependesse do anfitrião…).
Pois bem: a Bárbara (minha agente e ex-namorada) estava procurando um lugar legal pra fazer a festa e acabou achando um bar ali no centro da cidade. Fácil acesso, infraestrutura, espaço suficiente e, o que é melhor, disponível para reserva no dia 7 de fevereiro. Então liguei para o dono lá do lugar, confirmei com ele e marquei um dia para ir até lá para acertar os detalhes. Fui ontem. Pra começar, parecia um esquema de suruba máfia: cheguei perguntando pelo cara, o que me atendeu perguntou meu nome, pensou e depois disse: “Acompanhe-me”. Ele subiu para o primeiro andar e, chegando ao corredor, me fez sinal para parar. Entrou numa sala e disse:
— Fulano, é o Marco Aurélio.
E então me fez sinal para entrar. Falei da festa, expliquei de que se tratava, e o mafioso:
— Bom, é o seguinte: todo sábado o bar fica reservado para uma festa já tradicional. Mas você pode fazer naquele espaço ali, ó.
Fui ver o espaço ali, ó. Pequeno. Voltei pra falar com ele.
— Cabem 200 pessoas ali?
— DUZENTAS???
— É. Na festa do ano passado foram mais de 150, então acho prudente esperar pouco mais que isso este ano…
— Hum… Por que você não faz na sexta-feira?
— Porque vem um pessoal de outros estados, e todo mundo chega no sábado de manhã.
— Sei, sei… Hum… É. Então faz na sexta-feira, oras!
— Na sexta não dá. Tem que ser no sábado.
— Ah, tá. E porque você não faz na sexta, então?
— Já expliquei: vêm pessoas de fora, chegam no sábado, impossível fazer a festa na sexta.
— Sei… Reserva pra sexta-f…
— Seguinte, Fulano: vou ver e ligo pra você durante a semana. Tchau.
Saí de lá querendo quebrar todos os estabelecimentos suspeitos do mafioso. E agora estou sem lugar para fazer a festa. Eu tinha pensado em fazer na Central das Artes de novo, mas um monte de gente falou que era melhor não: é longe, é chato, é isso, é aquilo. Só que ninguém sugere lugar melhor. Assim é fácil, caralho.
Então em verdade, em verdade vos digo: esta semana vou ver mais UM lugar com a Bárbara. Se não rolar, reservo a Central das Artes para algum sábado de fevereiro que ainda esteja disponível. E aprendo a nunca mais ouvir ninguém.