Jesus, me chicoteia!

Coisas escritas em

Ainda Marcurelinho

Marcurelinho é foda, Marcurelinho é rei, Marcurelinho come todas. Além das cuecas novas ele resolveu me dar um bônus por divulgar sua mensagem: segundo o Nedstat, o JMC baterá seu recorde de visitas, imutável desde 10 de fevereiro de 2003. ALGUÉM AINDA OUSA DUVIDAR???

Juízes – o começo

(Juízes 1 e 2)

Ê, já começou na base da preguiça…
Nada disso, nada disso! Esses dois primeiros capítulos do livro dos Juízes são, na verdade, uma rápida narração do que aconteceu no período entre a morte de Josué e a subida dos Juízes ao poder. Sendo assim, achei por bem condensá-los num só capítulo por aqui.
Logo no começo, então, ficamos sabendo que as tribos de Judá e Simeão aliaram-se para expulsarem os cananeus e perizeus de seus territórios. Eles expulsaram os dois povos, matando dez mil homens numa cidade chamada Bezeque. Por lá encontraram um certo Adoni-Bezeque. Sei não, mas acho que não era o nome do cara: baseado em meus rudimentares conhecimentos de hebraico, arriscaria dizer que Adoni-Bezeque significa “O Senhor de Bezeque”. Bom, não importa: o negócio é que os judaítas (ou judeus!) e simeonitas perseguiram e prenderam Adoni-Bezeque. Esse cara tinha o costume de cortar os polegares e dedões dos pés dos reis das cidades que conquistava. Já havia feito isso com setenta reis, que então apanhavam megalhas sob sua mesa. Os israelitas, inspiradíssimos, fizeram a ele o que ele havia feito aos outros, e o levaram cativo para Jerusalém, onde morreu.
Jerusalém??? Pois é! Jerusalém foi incorporada ao território israelita pela primeira vez na História: os homens de Judá mataram todos os seus habitantes e atearam fogo à cidade. Depois disso, lutaram contra os cananeus que moravam nas montanhas, no deserto ao sul e nas planícies de Judá. Conquistaram também Zefate, e só não conseguiram expulsar os moradores de Gaza, Asquelom e Ecrom, cidades litorâneas, porque possuíam carros de ferro. Ué, alguém há de perguntar, mas Javé não podia dar uma forcinha? Eu devolvo a pergunta.
O que eu disse no parágrafo anterior? Que os homens de Judá invadiram Jerusalém e mataram seus moradores, certo? Pois é, mas verossimilhança não é o forte da Bíblia, então logo na segunda metade do primeiro capítulo de Juízes temos uma contradição gritante: é dito agora que os homens da tribo de Benjamim não expulsaram os jebuseus de Jerusalém, passando a conviver com eles. Nem vou tentar entender isso, pulo para a parte seguinte: Os povos das tribos de José (Efraim e Manassés) saíram juntos para a guerra. Quando foram atacar Betel (antes chamada Luz), pegaram um homem que ia saindo da cidade e o ameaçaram de morte caso não dissesse como os israelitas podiam entrar na cidade. O tal homem, que não era nada besta, entregou logo o serviço e os israelitas tomaram a cidade. Todos os habitantes foram mortos, com exceção do traidor e sua família, que se mudaram para a terra dos heteus e fundaram uma cidade chamada Luz, em homenagem a seu antigo lar.
Muito bem, uma conquistazinha aqui, um genocidiozinho ali, e os israelitas iam tomando posse definitiva da terra. Só que no processo foram desleixados algumas vezes. A tribo de Manassés, por exemplo, não expulsou os habitantes de Bete-Sã, Taanaque, Dor, Ibleão e Megido. A tribo de Efraim não expulsou os habitantes de Gezer, pelo contrário, ficaram morando com eles ali. A tribo de Zebulom não matou nem expulsou os moradores de Quitrom e Naalol, mas os fez escravos. O mesmo fez Aser com as cidades de Aco, Sidom, Alabe, Aczibe, Hleba, Afeca e Reobe, e Naftali com Bete-Semes e Bete-Anate. A tribo de Dã deu vexame maior ainda: foi expulsa para as montanhas pelos amorreus. Coisa triste.
Como se vê, os israelitas deixaram de cumprir uma ordem clara de Deus: matar todo mundo que estivesse no caminho. Javé ficou puto, como era de se esperar, e mandou um anjo para dar um recado a Israel:
— Aê, seus mequetrefes! Eu fiz de tudo por vocês, e vocês prometeram que seriam fiéis a mim, que me obedeceriam e não sei o que mais. Pois foi só o Josué morrer pra vocês começarem a fazer cagada, né? Acham que eu não tô vendo que há vários estrangeiros morando aí com vocês, é? Mas deixem estar: agora EU é que não vou querer que esses povos sejam expulsos: eles vão continuar morando aí entre vocês, e eles acabarão sendo seus inimigos. CÊS TÃO FODIDOS!
Quando o anjo terminou de dar seu rescado, o povo abriu o berreiro e começou a oferecer sacrifícios a Javé, pra ver se aplacava sua ira. Adiantou nada. Mesmo porque, influenciado pelos cananeus remanescentes em suas cidades, os israelitas começaram a adorar outros deuses. O que aumentou mais ainda a raiva de Javé, claro. Ele tentou até consertar a situação, indicando juízes para liderarem o povo.
E com isso começamos o tempo dos juízes, um período de grande instabilidade em Josué Israel. E com um começo muito chato, como acabamos de ver.

Agradeço ao Marcurelinho pela graça alcançada

Puxa, o negócio é rápido mesmo! Botei o Marcurelinho ali em cima pela manhã, e na hora do almoço já obtive minha graça: TENHO CUECAS NOVAS!!!
Vocês ainda duvidam do poder desse amuleto? Pois façam o teste! Façam como deus, moskito, Daniel Bastos, Daniel Lima, Brisa, Nacks e tantos outros: tenha fé e conte com Marcurelinho.

Uia!

O JMC foi citado na Folha de S. Paulo, numa matéria sobre sites de humor, ao lado de gênios como Laerte e Andre Dahmer. Vejam aqui (só para assinantes UOL).

Update: Jonosbelson Lospa fez o favor de passar o link para quem não é assinante UOL. Vejam aqui. E só agora eu vi que a lista foi elaborada pelo próprio André Dahmer. Já sei pra que ele queria aquela grana, então. E eu nem estou em tão boa companhia quanto pensava: moskito tá na lista também…

Putz…

Um dia Deus disse:
— Quem quiser ser feio, dê um passo à frente!
Eu tô andando até hoje.
Puta que pariu.

Amuleto

Vocês já devem ter visto um amuleto japonês (ou chinês, ou coreano, sei lá) que consiste num boneco pavoroso com os olhos vazados. Ei-lo:

Funciona assim: você pega o boneco, pinta um dos olhos dele e diz que só vai pintar o outro quando arrumar aquele emprego/fulana der pra você/fulano notar que você cortou o cabelo/seu time for campeão. Uma vez alcançada a graça, você vai lá e pinta o outro olho do boneco. A lógica é a mesma seguida pelos navegantes do século XVI que, durante uma tempestade, enfiavam as imagens dos santos dentro d’água e só as retiravam quando a tormenta passasse; ou das solteironas que deixam uma imagem de Santo Antônio de cabeça pra baixo dentro de um jarro d’água enquanto não desencalham; ou da Permuta dos Santos: chantagear a entidade (seja santo, orixá ou boneco pavoroso), para alcançar aquilo que se quer mais rapidamente. Algo bem parecido com um seqüestro, na verdade.
Pois bem, mas estamos no século XXI e essas superstições ultrapassadas já não fazem mais sentido. Amuletos de barro, gesso, madeira ou metal são ridículos. Um amuleto eficiente hoje seria uma imagem JPG, por exemplo. Já existe (há algum tempo, aliás) um amuleto nesses moldes, mas tenho hesitado em torná-lo público. Depois de muito pensar nisso, porém, percebi que era minha obrigação compartilhar com todos algo que só pode trazer o bem. Então apresento a vocês:

Marcurelinho - o Amuleto do Século XXI
MARCURELINHO
O amuleto dos blogueiros

Procedimento: coloque o Marcurelinho no logo do seu blog e peça a ele uma graça. Mas peça com fé, senão não adianta nada. Diga a ele que só vai tirá-lo dali quando arrumar aquele emprego/fulana der pra você/fulano notar que você cortou o cabelo/seu time for campeão. Incomodado pela posição humilhante que é estar no logo de um blog, Marcurelinho tratará logo de atender a seu pedido. O moskito experimentou e pode atestar a eficácia do novo amuleto. Testem vocês também!

Hum…

Estranho… Estou me sentindo muito bem hoje. Nada de dores, nada. Sei não, sei não. Acho que quando começar a doer vai ser insuportável.