Jesus, me chicoteia!

Coisas escritas em 16 de December de 2003

A malhação faz bem ao coração

Olá, crianças. Titio Marco Aurélio acaba de chegar da …dmia.
— DE ONDE???
DA ACADEMIA, CARALHO! DA ACADEMIA! Primeiro dia hoje. E o pior foi que… que… gstei…
— HEIN???
EU GOSTEI DAQUELA PORRA! Tá, foi primeiro dia e tal, peguei leve. Mas foi legal.
Nunca tinha entrado numa academia. É engraçado. Aquele monte de pessoas andando, correndo, pedalando, subindo escada, tudo sem sair do lugar. Aí quando saem da academia, pegam o carro para irem até suas casas a duas quadras de distância. Trabalham no segundo andar e sobem de elevador. Lastimável. Além do mais, eu sempre imagino como seria um visitante de outro planeta presenciando certas situações. Creio que numa academia, vendo todas aquelas pessoas correndo em esteiras, o hipotético visitante jamais acreditaria que somos os seres dominantes do planeta. Não, de jeito nenhum: pensaria que somos os hamsters de estimação de uma espécie superior.
Considerações filosóficas à parte, academia, assim como banheiro, é lugar para se fazer esforço, e foi o que eu fiz. Cheguei e o instrutor (muito gente boa, para minha decepção: eu estava torcendo para ser um brucutu sem cérebro, só pra depois eu poder falar mal) me perguntou se eu já havia feito academia — não —, se praticava esportes — não —, se fazia alguma atividade física, qualquer atividade física, pelo amor de Deus!!! Hmmmmm… Nhá. Depois de enxugar uma lágrima furtiva do canto do olho, ele me levou até a esteira. Explicou como funcionava, regulou pra 4 km/h e me falou para fazer 40 minutos. Claro que eu sou desobediente, então fui aumentando a velocidade da esteira até chegar a 5km/h e fiz uma hora e dez. Pouco mais de cinco quilômetros. Na boa.
— Tá bom já, Marcão. Vamos fazer umas abdominais agora?
É claro que esse “vamos” era o tal de plural majestático, ou sei lá o nome desse treco: o papai aqui é que ia fazer as (os?) abdominais. E foi aí que a porca torceu o rabo, e eu também. Subi lá, o cara me explicou como funcionava o aparelho (sabem aqueles robôs de combate de Matrix Revolutions? Então, o aparelho não tinha nada a ver com eles). Olhou pra minha barriga — o que exigiu um movimento bem abrangente de olhos — e deu minha sentença:
— Duzentas, beleza? Vinte séries de dez. Acha que agüenta?
— Sei lá, não faço abdominais desde os 17 anos. Mas posso tentar.
Fiz dez séries e já queria sair correndo daquele lugar, chorando e arrancando os cabelos (da bunda). Mas depois da 12ª série o negócio foi ficando mais tranqüilo e acabei fazendo 40 séries. QUATROCENTAS ABDOMINAIS, MEU DEUS! Os músculos da minha barriga, que não davam o mínimo sinal de vida pelo menos desde 1992, me disseram “oi” hoje. Acho que amanhã eles passarão o dia gritando “FILHO DA PUTA!”, mas tudo bem.
Depois dos abdominais, o instrutor me mandou pra casa. Deve estar torcendo pra eu não aparecer mais. Doce esperança! Amanhã estou lá no mesmo horário. No fim das contas, foi um negócio bom. Entrei em contato com partes do meu corpo que eu nem lembrava mais que existiam, como o impotente que, depois de anos, finalmente resolve seguir o conselho do Pelé e falar com seu médico. Não, caralho, não fiz musculação peniana. Vocês entenderam!
E tem a mulherada da academia. Ah, se eu não fosse comprometido…

Sarah

Essa aí em cima é Sarah Martin, violinista e vocalista adivinhem-de-qual-banda, na foto da capa de adivinhem-qual-disco. Sou apaixonado por ela desde que, no show do B&S no Free Jazz Festival (que eu vi pela TV roendo os cotovelos de ódio por ter deixado pra procurar ingressos quando eles já estavam esgotados), a vi cantando “Baby”, do Caetano Veloso, num português impecável e com aquela voz lindíssima. E se já não fosse besta por ela, ficaria depois de ouvir sua composição no último disco da banda, a belíssima Asleep On A Sunbeam, que eu ouço a toda hora. Hoje, lendo a letra de Waiting For The Moon To Rise, desconfiei que também fosse dela. Bingo: uma rápida procura no fórum (sim, eu faço parte de um fórum de Belle & Sebastian. E também leio o diário do Stuart Murdoch. Sim. Nerd. Gay. Como quiserem.) me mostrou que essa também era dela. E acabei descobrindo uma outra música de sua autoria, a faixa-título do álbum Storytelling. Música que, vejam só, tem algo a ver comigo e minhas pretensões de ser um contador de histórias. Publico a letra aqui como louvor a minha querida Sarah Martin.

Storytelling

Picture a scene in your mind
Look at all the people and take note of the setting behind
Listen, watch, and wait
A plot beings to take shape
There’s a story
And then characters will come to you
Relating events as they choose to
But all their words and actions come entirely from you

If you’re a storyteller you might think you’re without responsibility
And you can lead your characters anywhere you want
You have immunity

Have you considered the way
People might react to all the things that your characters say?
And are their actions hand in hand with what you want to portray?
Are you sick?
Arre you crippled? Insane?
Expressing the desires that daren’t speak their name?
Are you the one to blamed?

Now you’re a storyteller you might think you’re without responsibility
But in directions, actions and words
Cause and effect
You need consistency

How can you finish the tale?
Lives which have played a part
Are summarised from the very start
And episodes left out to make it all go your way
“It’s a mighty big world
Some of it I’ve seen
But mostly I’ve only heard
And stories are all fiction from their moment of birth”

You’re just a storyteller
You’re not trying to escape responsibilty
If we believe you then you’re successful
But you don’t make claims of verity

O livro dos Juízes – Introdução

Não. Não vou falar de Operação Anaconda aqui, fiquem tranqüilos. Já explico que negócio é esse de “Livro dos Juízes”.
Após a morte de Josué, Israel, uma nação recém-nascida, passou por um longo período de instabilidade política. Sem uma liderança forte e centralizadora, os israelitas sentiam-se livres. Só que se esqueceram que ninguém é livre quando tem um Deus ciumento e temperamental feito Javé; então esse período foi também de muito sofrimento para Israel. Numa tentativa de botar o povo na linha, alguns líderes foram indicados por Javé. Tais líderes eram chamados juízes. Os juízes sucediam-se em rápida seqüência, e foram os chefes de Israel até a insituição da monarquia, com o rei Saul.
O livro dos Juízes é um dos mais interessantes de toda a Bíblia. Nele encontramos, por exemplo, aquele que eu considero o maior dos super-heróis: Sansão. E não só ele: é um livro repleto de aventuras, reviravoltas e, mais importante, SANGUE!!!
Assim como Josué, Juízes é um livro curto: apenas 21 capítulos. Então não se preocupem: vai doer só um pouquinho…

Mais um! Mais um!

Muito bem, meus queridos, mais um livro encerrado: agora vocês já podem baixar o PDF do livro de Josué. Portanto agora temos:

- Gênesis
- Êxodo
- Levítico
- Números
- Deuteronômio
- Josué

Seis livros da Bíblia prontos em menos de dois anos! E agora só faltam… Er… Sessenta…