(Josué 12)
Bom, eu avisei: a partir de agora o livro de Josué fica uma chateação sem fim. Este capítulo, por exemplo, não passa de uma enumeração dos reis derrotados por Moisés a leste do Jordão e por Josué a oeste. A lista começa com Seom, rei dos amorreus da região de Hesbom, primeiro a se bater com os israelitas. Levou a pior contra o exército comandado por Moisés, assim como Ogue, rei de Basã, que — ficamos sabendo agora — foi o último dos refains, outra raça de gigantes. Depois de Ogue… Hum… É, isso encerra a lista dos reis derrotados por Moisés. Produtividade zero a desse velho gago, não foi à toa que Javé tratou de fazê-lo peidar no fubá no alto do Monte Nebo para substituí-lo pelo sanguinário Josué.
E Josué, sim, trabalhava do jeito que Javé gosta, quadrinho de “Funcionário do Mês” sempre. Conquistou toda a região a leste do Jordão, derrotando os reis de Jericó, Ai, Jerusalém, Hebrom, Jarmute, Laquis, Eglom, Gezer, Debir, Geder, Horma, Arade, Libna, Adulã, Maquedá, Betel, Tapua, Héfer, Afeca, Lasarom, Madom, Hazor, Sinrom-Merom (que nome legal!), Acsafe, Taanaque, Megido, Quedes, Jocneão (perto do monte Carmelo), Dor (ui! — cidade litorânea), Goim (que ficava no que mais tarde viria a ser a Galiléia) e Tirza — Ufa!. Trinta e três reis. É mole?
Pois então, mas por que se fala em reis derrotados, em vez de cidades conquistadas? Simples: nem todos os reis que perderam batalhas para os israelitas perderam suas cidades também. O exemplo mais importante é o de Jerusalém que, pelo que eu me lembre, só passou definitivamente às mãos de Israel no reinado de Davi. Mas isso ainda está longe, tenham calma. Por enquanto vamos ver como foi repartida entre as tribos a terra há muito prometida.