Pra cada fundamentalista que vem aqui espumando e me ameaçando com o fogo do inferno por minhas heresias, há uma bela Suzane com seu riso agradável e suas histórias mirabolantes. Pra cada zé-mané que vem todo melífluo me pedir link há um André Salamandra com suas sobrancelhas cínicas e seu gosto duvidoso para cinema (ele é uma das duas pessoas no mundo que assistiu a Cinderela Baiana, com Carla Perez e Alexandre Pires. A outra sou eu, claro). Pra cada burrinho incapaz de entender uma ironia por mais rasteira que seja, há um Adriano Koheler com suas estupendas narrativas de viagem. Pra cada menininha semianalfabeta que escreve tudo com “x” há uma Ieda Marcondes, menina linda, sensível, apaixonada, densa (que porra de adjetivo…). Pra cada garoto retardado que encerra seus comentários ou e-mails com um “valewz” há um Alexandre Soares Silva, com sua educação irrepreensível, sua timidez, seu talento que dá até raiva na gente, e a gente cai no chão tremendo, chorando e arrancando os cabelos. Pra cada espertalhão que descobre que eu sou a cara do Fernandinho Beiramar, há uma Zel, tirando sarro de um jeito que a gente até agradece. Pra cada spammer de comentários há um Fernando com seu senso de humor sempre afiado e sua mania de acusar a gente de plágio (com razão).
E essas são só algumas das pessoas que conheci recentemente. O melhor é que os chatos ficam irremediavelmente reclusos no mundo virtual, enquanto essas pessoas eu posso abraçar, convidar para um chope, conversar. Acho que é por isso, pela possibilidade de sempre conhecer mais pessoas assim, que eu ainda mantenho o blog.