Ai caraca…
Uma certa família aí ficou sabendo das minhas ambições no iBest e veio tirar satisfações comigo:
Esse tal de iBest é um jogo sujo da porra. Credo…
Uma certa família aí ficou sabendo das minhas ambições no iBest e veio tirar satisfações comigo:
Esse tal de iBest é um jogo sujo da porra. Credo…
Recebi e-mail de uma leitora dizendo-se decepcionada por eu ter “me vendido” ao Submarino, ao iBest e a Satanás (como se há muito tempo eu já não tivesse os banners da Editora Gênese e do Weblyrics aqui; nada disso é de graça). Dei risada, é claro. Porque há uma parcela de leitores bem intencionados que pensam que eu sou uma pessoa especial, um ser iluminado, um profeta em pleno século XXI. Sim, eu sei que é de se rir, mas o que posso fazer? Há gente que pensa mesmo essas coisas, assim como existe nego que acha que eu sou um condenado, um herege e que serei tostado no fogo do inferno. Sinto decepcionar essas pessoas, mas eu não sou nada disso. Sou só um fulano mediano em tudo o que faço. Sou vaidoso pra caralho, apesar da feiúra extrema, o que me leva a publicar fotos a toda hora aqui no blog, ou a pedir seus votos para o iBest (aliás, você já votou?), ou que comprem bugigangas no Submarino através do meu banner aqui, pra eu ganhar um dinheirinho (aliás, você já comprou?). Isso te decepciona? Beleza, fique decepcionado, mas pelo menos vote no JMC e compre alguma coisa. Faça-me feliz!
Para não deixar dúvidas quanto às minhas reais intenções, movi toda a publicidade do blog para o topo da barra da direita. Se eu tivesse a manha, faria popups ou então aquelas animações em flash que aparecem no meio do texto.
Cínico? Eu nunca disse que eu não era…
Li na B*Scene o artigo A nova era do rádio, de Katia Abreu e Juliana Zambelo, com certo ceticismo. Então a Brasil 2000 resolveu sair da mesmice das FM de São Paulo e arriscar tudo em boa música, sem repetições? Impossível!
Pois então, é verdade. A programação está muito melhor do que eu poderia imaginar. Agora mesmo está tocando Novos Baianos, que eu nunca imaginei ouvir no rádio. Ontem ouvi em seqüência White Stripes (You´re Pretty Good Looking), Belle & Sebastian (Legal Man) e REM (Pop Song 89). Inacreditável. Por trás dessa revolução está Kid Vinil, novo diretor artístico da rádio. Na entrevista concedida a Katia e Juliana, ele diz que seu objetivo é resgatar a credibilidade da emissora. E está conseguindo: a revolução que se desenha agora é parecida com a que ele mesmo iniciou no começo dos anos 80 na rádio Eldorado.
Estava falando com o Rafael a respeito e ele disse que é muito bom, claro, mas também é um suicídio comercial. Pode ser, pode ser. Mas tenho esperanças: estamos há muito tempo num marasmo musical nunca visto, e parece que uma reação começa a acontecer. Há nova música surgindo por toda parte, e um público cada vez mais sedento de novidades. Sei não, mas acho que em breve viveremos aqui no Brasil um período de ruptura comparável ao surgimento da Bossa Nova (1958), da Tropicália (1967) e do Rock Nacional (1982). Pois que venha, esperamos felizes.
Ah, quer ouvir a rádio? Então ouça:
(Vixe, o código tava dando pau. Mas esqueçam também, a Brasil 2000 voltou ao mesmo rame-rame de sempre)
Tá tocando Belle & Sebastian agora!
Credo em cruz! Esta noite eu tive o pior sonho possível. Tá, existem piores. Foi o pior da semana, vá lá. Sonhei que estava num parque e de repente sentia algo estranho dentro da boca. Era um dos meus molares que havia caído. Então eu voltava pra casa, e no caminho outro dente caía. Quando cheguei em casa corri para o banheiro e cuspi todos os dentes na pia, menos os incisivos superiores (“incisivo superior” parece elogio, não nome de dente), justamente os dois dentes entre os quais cabe um Mentex. Que ódio!
Fui procurar um dentista, é claro, e acabei encontrando UMA dentista moreninha muito gostosa, mais gostosa ainda que a minha dentista de verdade. Ela não soube explicar o porquê do suicídio repentino dos meus dentes, mas me deu duas opções: implantes individuais ou dentadura.
— Quanto custa?
— Ah, tanto os implantes quanto a dentadura saem por 50 mil reais.
— 50 MIL??? Mas meu convênio cobre?
— Por enquanto, sim. O que você prefere?
— Ah, implante, é claro.
— Tem certeza? Você vai ter que ficar 24 horas na mesa de cirurgia. Pouca gente sobrevive a essa operação.
— Er… Então vai dentadura mesmo.
Então ela começava a fazer os moldes para a dentadura e eu me conformava: pelo menos agora teria os dentes alinhados, e sem precisar de aparelho ortodôntico. Que beleza!
Sei que acordei e senti um alívio muito grande ao sentir meus dentes todos dentro da boca, firmemente presos às gengivas. São feios, são tortos, faltam alguns, mas são meus. Ufa…
Maldito seja Ruy Goiaba com sua mania de citar Paulo César Pereio a torto e a direito. Explico: toda vez que leio o nome do consagrado ator (cadê o Homem Chavão quando precisamos dele???), lembro-me de uma cena vista há anos. Vi só essa cena, então não lembro o nome do filme, o enredo, quem eram os outros atores, nada. Era um festival de cinema nacional, acho que na Rede OM, que havia comprado a Gazeta. Festival o cacete (opa), apenas um pretexto para passar umas putarias e erguer (epa) a audiência. Mas eu falava da cena: a câmera dava close no rosto ainda jovem de Paulo César Pereio. Ele olhava com aquela ar meio blasé e meio canalha para a lente e cantava:
A mulher do compadre Zé Pedro
Tem cabelo no cu que faz medo
Ela chorava, ela gemia
Era os cabelo do cu que doía
Agora imaginem passar o dia todo com essa cena e essa música repetindo-se dentro da cabeça indefinidamente. É muito pior do que qualqer Ohrwürm, eu lhes garanto. Maldito Ruy Goiaba!
(Se alguém puder me dizer de que filme é essa cena, serei eternamente grato)
Parece que depois de um discurso extremamente longo como foi o segundo, o velho profeta pegou gosto pelo negócio, ganhou segurança, adquiriu técnicas de oratória e usou tudo isso em sua pièce de résistance que é este terceiro discurso, o último e mais curto de todos, mas também o mais bonito.
Moisés começa seu pronunciamento relembrando mais uma vez a saída do Egito. A diferença é que dessa vez ele enfatiza os milagres que iniciaram o Êxodo, dizendo que os israelitas viram tudo mas não tinham capacidade de compreender. Ele chega até a dizer que em 40 anos de jornada pelo deserto as roupas e sapatos dos hebreus não se desgastaram, mais um milagre de Javé. Outro milagre de Javé foi matar israelitas às centenas a cada bobagem que os caras faziam, mas Moisés preferiu calar-se a respeito dessa vez.
A lembrança dos milagres e da incapacidade humana de compreender os atos divinos serve como gancho para a segunda parte do discurso que trata de — adivinhem? — obediência. Moisés fala sobre as terras por onde passaram nesses 40 anos e sobre os deuses bizarros adorados em cada uma delas (não fala do deus bizarro dos israelitas, no entanto). Conclama Israel à fidelidade a seu deus, Javé. Traça um quadro pavoroso do futuro de Israel em caso de desobediência, falando da terra outrora próspera coberta de sal e enxofre, para que nada nela cresça, e do povo levado cativo e espalhado por todo lugar. O resumo de tudo isso está no final do capítulo 29: “Há coisas que não sabemos, e elas pertencem a Javé; mas o que ele revelou, isto é, a sua Lei, é para nós e para os nossos descendentes, para sempre. Ele fez isso a fim de que obedecêssemos a todas as suas leis”, tudo devidamente gaguejado, é claro.
Nem a maldição é para sempre, entretanto: se depois de desobedecer à lei divina e em conseqüência sofrer o exílio, o povo de Israel demonstrar arrependimento real e sincero, Javé trará os israelitas mesmo dos cantos mais distantes da Terra de volta a Canaã. Judeus e cristãos acreditam que esta profecia tenha começado a se cumprir em 1948, quando da criação do Estado de Israel; daí aquela confusão toda que lemos nos jornais todos os dias.
Moisés encerra seu discurso com belas imagens e de forma grandiosa: diz que os mandamentos que ele entrega ao povo não são difíceis de entender nem de cumprir. Não estão no céu, nem do outro lado do mar, então ninguém tem a desculpa de dizer que são inacessíveis, pelo contrário, estão à mão de todos, guardados no coração dos israelitas e até pregados nos umbrais das portas de suas casas (*). Ele reafirma que a escolha entre o bem e o mal, a vida e a morte, cabe ao povo de Israel. Exorta o povo à obediência e ao amor a deus, para que viva muitos anos na terra prometida aos patriarcas. Não, não estou falando de José Bonifácio, caralho. Os patriarcas a que ele se refere são Abraão, Isaque e Jacó, e eu espero que vocês ainda se lembrem desses personagens.
(Fonte: “Mezuzá: nossa proteção divina“, do site Beit Chabad – Sua referência judaica na Internet)
Andre Dahmer levantou a bola. Em seguida vários leitores cortaram por cima da rede e eu levei bolada de tudo quanto é lado. Ok então. Inscrevi esta porra aqui no iBest. Duvido que eu fique entre os Top 10, mas a inscrição é gratuita, não tenho nada a perder. Então é isso. Assim que aprovarem minha inscrição, começo a mendigar votos por aí (e por aqui, claro).