Jesus, me chicoteia!

Coisas escritas em

Emotionrélio

Boa notícia: minha querida Fatamorgana trocou o Emotionrélio de servidor e agora está tudo funcionando que é uma beleza. Sou eternamente grato a essa menina, muito foda isso.

Uepa!

Má notícia: cheguei em casa ontem empolgado pra fazer umas caretas. Peneirei os 120 e-mails com pedidos que estavam na fila, preparei a câmera, configurei a placa de captura de vídeo. Aí fui ligar a câmera e… NADA! Pensei que fossem as pilhas, mas já troquei e não adiantou. Minha linda Cybershot cometeu suicídio. Não quero nem pensar no quanto vou gastar com o conserto, mas talvez tenha que reduzir bastante meu roteiro de férias. Ó raios!

Nhé.

Crédito

Ei! O skin para Windows Media Player com a minha cabeçorra é obra de Dadá, não minha! Ele fez pra mim de aniversário, não é um amor? Quem gostou — há doido pra tudo — pode baixá-la aqui.

Que meda!

Minimizei umas janelas aqui e deixei só o Media Player aberto. Eis o resultado:

cabecaflutuante.JPG

Parece que tem uma cabeça de Maracurélio gigante (mais) e verde vindo voando pra me pegar. Credo.

A bênção das tribos

(Deuteronômio 33)

Quando terminou de cantar sua canção, ainda no final do capítulo 32, Moisés foi chamado por deus:
— Moisés, chega de me enrolar. Cê já fez um monte de discurso, já escreveu seus cinco livros, já cantou, já fez o diabo. Agora trate de ir até a serra de Abarim e subir ao monte Nebo, em frente à cidade de Jericó. Lá de cima você vai ver toda a terra de Canaã, a qual não chegará a habitar. Você vai morrer no alto do monte Nebo assim como seu irmão morreu no alto do monte Hor. Os dois me sacanearam no episódio de Meribá, quando eu falei que você deveria ordenar à rocha que manasse água e no entanto você…
— T-tá b-bom, Ja-Javé, t-tá b-bom. T-tô cansado de vo-você fi-ficar me j-jogando i-isso na c-cara. Aquilo em M-Meribá foi uma b-bobagem, mas já que v-você a-acha g-grande c-coisa, v-vamos a-acabar logo com i-isso.
— Assim é que se fala, Moisés! Espero que você não guarde rancor por isso. Não é nada pessoal.
— I-imagine se f-fosse…
— Não fode, Moisés. Vai subir ao monte ou não?
— V-vou, j-já disse. D-deixa s-só eu a-abençoar o p-povo…
— Porra, lá vem você me enrolar de novo!
— P-pô, Ja-Javé, não c-custa n-nada. Se v-você deixar eu a-abençoar o p-povo, eu e-encho a s-sua b-bola d-durante a b-bênção.
— E se eu não deixar?
— Aí eu f-falo a v-verdade pra t-todo m-mundo: que você é um d-deus t-temperamental, ch-cheio de f-frescuras, ci-ciumento, b-birrento, e a-além de t-tudo em c-começo de c-carreira.
— COMEÇO DE CARREIRA???
— L-lógico! O-olha a q-quantidade de p-pessoas que te s-seguem. R-ridícula!
— Mas é um projeto a longo prazo!
— Eu s-sei. Mas se eu q-queimar seu f-filme o p-projeto p-pode ser a-abortado agora m-mesmo.
— MOISÉS, VOCÊ É UM FILHO DA PUTA! Bom, foda-se. Manda a tal bênção pro povo lá. Mas olha lá, hein? Coisa rápida. E puxando bastante o meu saco.
— P-pode deixar.
Então Moisés voltou ao caminhão de som para fazer seu último pronunciamento. Como havia prometido, bajulou bastante a deus: pintou um quadro de Javé vindo com milhares de anjos para proteger o seu povo, surgindo como sol por cima de Edom. Em seguida começou a bênção de cada uma das doze tribos, desejando a elas felicidade, paz, força, essas coisas. Foi um discurso bastante extenso, afinal de contas pra morrer ninguém tem pressa. Moisés encerrou com mais um pouco de babação de ovo: Javé é bom, Javé é lindo, e Israel é muito feliz por ter um deus tão vitaminado e maravilhoso.
Findo seu discurso, o velho líder foi aplaudido com entusiasmo pelo povo que comandara por quarenta anos. Emocionado, ele olhou aquela multidão pela última vez e retirou-se em silêncio. Chegara sua hora.