Frescura sim, e daí? 41

Vejo por aí vários blogs que botam links para este meu sórdido espaço de heresia na internet. Agradeço muito a todos esses desavisados que assim contribuem para construir o reino de Satã na Terra. Mas só queria pedir que botassem o nome correto. Isto aqui não se chama Jesus me chicoteia. Seria uma afirmação, muito sem graça e boba. Também não é Jesusmechicoteia. Tal palavra não existe. O nome desta merda é:


Jesus, me chicoteia!

Com paixão e fúria, de preferência.
Obrigado.

(Se você é um doente feito o Apollyon, que adota como padrão não botar o nome certo em NENHUM dos links, ignore este post. Respeito o comportamento obsessivo-compulsivo alheio)

O povo de Israel adora Baal-Peor 14

(Números 25)

Muito bem, onde é que estávamos? Ah, Balaão voltou pra Mesopotâmia, deixando Balaque na mão. Mas e os israelitas, o que andavam aprontando? Bom, eles perceberam que deus não falava mais com Moisés. Claro, andava ocupado compondo repentes para Balaão. Nem mesmo o narrador estava interessado no que acontecia no acampamento. Então eles olharam um para o outro e decidiram: “VAMOS TOCAR O PUTEIRO NESSA PORRA!”
Os israelitas estavam acampados num lugar chamado vale das Acácias, perto de Moabe. Então começaram a ir até os bares e boates de Moabe pra pegar mulher. Nego entrava no bar como quem não quer nada, ia até o balcão, escolhia uma mulher sozinha e atacava.
— Oi, tudo bem?
— Tudo bem.
— Qual o seu nome?
— fldkhflksaddakljadsljksda [nome moabita impronunciável]. E o seu?
— Fazanal.
— TÁ PENSANDO QUE EU SOU O QUÊ???
— Não, não! Meu nome é Fazanal!
— Nossa… Jura?
— Sim. Fazanal, seu criado.
— Puxa, deve dar muita confusão esse nome, né?
— É, dá sim. Mas às vezes até ajuda a queimar etapas. Eu chego me apresentando, “Prazer, Fazanal”, e a garota já vai respondendo “Opa!”.
— HAHAHAHAHA. De onde você é, Fazanal?
— De Israel.
— Israel? Onde fica?
— Israel fica em todo lugar. Saímos do Egito onde éramos escravos e estamos marchando em direção à Terra Prometida.
— UAU! Vocês que atravessaram o Mar Vermelho a pé?
— Sim, nós mesmos.
— Que têm um líder gago que tirou água da rocha?
— Sim, o velho Moisés.
— E que comem pão vindo do céu?
— Argh, nem me fale! Não agüento mais maná.
— Puxa vida… Achei que fosse tudo lenda.
— É nada, garota. Aliás, se você quiser a gente pode ir até a minha tenda. A gente toma um vinho e eu te conto nossas aventuras.
— Promete que conta?
— Prometo isso e muito mais.
— Ah, então vamos.
— Vamos. Só uma coisa… Faz anal?
— Opa!
E assim toda noite vários homens israelitas levavam mulheres moabitas para suas tendas e cráu. Até aí tudo bem, os caras tavam na seca, deus fez vista grossa. Só que em pouco tempo os hebreus começaram a ir até Moabe para acompanhar suas garotas em orgias em homenagem a seus deuses, principalmente um tal Baal-Peor.
Aqui cabe um parêntese: baal era a palavra para senhor nas principais línguas semíticas (hebraico inclusive). Então dizer que Baal era o deus dos moabitas faria tanto sentido quanto dizer que Lord é o deus dos ingleses. Então Baal-Peor era o Senhor de Peor, o deus adorado naquela região. Aliás, esse Baal cananeu era uma divindade ligada aos cultos da fertilidade, os quais incluíam uma boa dose de putaria. Ah, bons tempos e lugares em que a putaria recebia as bênçãos da religião oficial!
Pois bem, se Javé já não queria saber de baal nenhum, por melhor que fosse, muito menos ia gostar de ver seu povo escolhido adorando um Baal-Peor…
PESCARAM? PESCARAM? PEOR!
— Ô Chicoteia, o Balaão já fez essa piadinha infeliz…
Bah! Então vamos em frente. Javé viu aquilo e ficou puto, é claro. Chamou Moisés e soltou o verbo:
CARALHO, MOISÉS! PUTA QUE PARIU! Que que deu nesse povo bunda agora???
S-s-sei n-não, Ja-Javé…
Você não sabe de porra nenhuma! Olha aqui, só tem um jeito da minha raiva passar agora: você vai reunir todos os líderes do povo e enforcá-los em plena luz do dia.
Ai c-caralho…
Alguma reclamação, Moisés…?
N-não…
Então vai logo fazer o que eu mandei, caralho!
Moisés saiu do Tabernáculo e foi pensando num jeito de aplacar a ira de deus sem matar os líderes do povo. Afinal de contas, eles não tinham culpa se os israelitas tinham dado mancada. Então a ordem que Moisés deu aos líderes do povo foi um pouco diferente das instruções que recebera:
— E-escutem a-aqui. Ja-Javé m-mandou que eu e-enforcasse v-vocês p-por c-causa do p-pecado do p-povo. M-mas eu v-vou t-tentar l-livrar a c-cara de v-vocês. P-para i-isso, q-quero que c-cada lí-líder mate os ho-homens de s-sua tribo q-que f-foram adorar o d-deus dos mo-moabitas.
Esta ordem, apesar de tirar da reta o cu dos líderes, causou extrema tristeza entre o povo, é claro. Além do mais, Javé mandara uma epidemia que se alastrava rapidamente pelo acampamento, já tendo matado vinte e quatro mil pessoas. O remorso tomou conta dos israelitas, e todos eles se reuniram em frente ao Tabernáculo para chorarem e implorarem perdão àquele deus tão bom, com Moisés à frente de todos.
E não é que com todo esse clima pesado um tal de Zinri, chefe da tribo de Simeão, ainda teve coragem de levar uma mulher midianita para sua tenda? Muito cara-de-pau, esse Zinri. Só que ele não contava com a astúcia de Finéias, filho do sacerdote Eleazar e neto do nosso saudoso Arão: Finéias viu Zinri se esgueirando pra dentro de sua tenda acompanhado da midianita, e foi atrás dele armado de uma lança. Ficou lá, só de butuca. Esperou que os dois tirassem as roupas e, quando Zinri traçava a mulher na popular posição do frango assado (que uns e outros chamam de galinha-choca), trespassou o casal feliz com a lança. A midianita (que se chamava Cosbi e era filha de Zur, eminente líder de Midiã) ainda deve ter pensado “Nossa, que grande!” antes de perceber que estava sendo penetrada por uma lança, e não pelo pau circuncidado de Zinri.
Danado esse Finéias, né? Pois Javé também achou: orgulhoso do zelo demonstrado pelo neto de Arão, fez cessar a epidemia e até se acalmou:
— Ê, Moisés! Esse seu sobrinho-neto aí é dos meus! Gostei desse cara. Pode dizer pra todo mundo que graças ao Finéias eu não vou matar ninguém no acampamento.
F-fora os 24 m-mil que j-já e-esticaram as c-canelas…
— Como?
— N-nada…
— HUMPF! Olha, vai lá e diz pro Finéias que a partir de hoje ele pode se considerar meu amigo. E eu prometo que ele e seus descendentes sempre serão sacerdotes. Quanto a vocês, quando chegar a hora, quero que destruam completamente os midianitas. Entendeu?
— E-entendi.
— Então vamos botar uma pedra sobre esse assunto que eu tenho um trabalhinho pra você…

Exames 19

Colesterol total e frações, triglicérideos, glicemia, T4 livre/TSH, ecocardiograma Doppler, teste ergométrico, ultrassom de abdomen total, monitorização de pressão arterial.
Pressão arterial: 15 por 11.
E o pulso? Ainda pulsa?

Lucidez adolescente 9

O título deste post parece uma contradição de termos. Mas não é, se o aplicarmos ao meu sobrinho Thiago Capanema, que mandou a porrada abaixo, dentre outras:

Erroneamente as pessoas aconselham aquelas que escrevem bem ou que simplesmente gostam de escrever a seguir o Jornalismo. Não entendo porquê. O Jornalismo é um suicídio de talentos. Ele desvia toda sua capacidade pra uma coisa sem sentido, sem valor, sem conteúdo.

Ele não precisou (como eu) chegar ao final do segundo ano de Jornalismo para perceber isso. Com esses dois últimos posts, o nome não vá se perder por aí ganha novo sentido.