Coisas escritas em
O Invasor
— Que porra é essa? Semana do Cinema Nacional no JMC?
Não torra.
Bom, assisti ao filme O Invasor agora. É menos do que eu esperava, mas mesmo assim é bom. Todo mundo fala da surpresa que foi a interpretação do Paulo Miklos. O cara mandou bem mesmo. Tanto que eu acho que ele deveria largar a música, que ele não sabe mesmo fazer, e dedicar-se à carreira de ator.
Mas eu queria falar de outro Titã aqui. Do Tony Belotto. Porque toda vez que eu via a Malu Mader no filme pensava:
FILHO DA PUTA SORTUDO!
Eu amo essa mulher. Ai ai…
A tua presença morena
A tua presença entra pelos sete buracos da minha cabeça
A tua presença
Pelos olhos, boca, narinas e orelhas
A tua presença
Paralisa meu momento em que tudo começa
A tua presença
Desintegra e atualiza a minha presença
A tua presença
Envolve o meu tronco, meus braços e minhas pernas
A tua presença
É branca, verde, vermelha, azul e amarela
A tua presença
É negra, negra, negra
Negra, negra, negra
Negra, negra, negra
A tua presença
Transborda pelas portas e pelas janelas
A tua presença
Silencia os automóveis e as motocicletas
A tua presença
Se espalha no campo derrubando as cercas
A tua presença
É tudo o que se come
Tudo o que se reza
A tua presença
Coagula o jorro da noite sangrenta
A tua presença é a coisa mais bonita em toda a natureza
A tua presença
Mantém sempre teso o arco da promessa
A tua presença
Morena, morena, morena
Morena, morena, morena
Morena
(Caetano Veloso)
O Homem Que Copiava
Esta semana finalmente fui assistir a O Homem Que Copiava. Estou batendo a cabeça na parede até agora por ter adiado tanto: o filme é tão bom que até o Polzonoff gostou.
Confesso que ao ver o trailer senti-me totalmente desestimulado a ver o filme. “Parece filme americano”, lembro-me de ter pensado. Pois essa é justamente a principal qualidade do filme: nada de cenas como aquela do moleque morto no trilho do trem ou do mercado de órgãos em Central do Brasil, ou aquela das crianças armadas em Cidade de Deus, ou a do cara que vai vender os filhos pra comprar comida em Deus é Brasileiro, ou ainda aquela do cara morto dependurado nas grades em Carandiru. Essas cenas têm em comum a visão que a elite brasileira (cineastas inclusive) têm da miséria do país: algo exagerado, quase uma miséria rococó. E é isso que eles querem vender para o exterior. Não que no Brasil não exista gente vendendo os filhos, ou policiais matando garotos, ou crianças armadas: a questão é a naturalidade com que os outros personagens reagem a esses acontecimentos. Como se por aqui isso tudo já estivesse mesmo intistucionalizado. Oras, pelamordedeus! Se um cara vier me dizer que está indo vender os filhos, arrebento-lhe a cara, ou pelo menos mostro-me chocado. Não vou dizer “Oh, que coisa” e depois ir filmar longas e tediosas cenas de paisagem para vender para os gringos.
Bom, mas voltando ao filme: O Homem Que Copiava parece americano ao ignorar essas questões e encarregar-se apenas de contar — de forma primorosa — uma boa história. Meu mestre supremo, Stephen King, sempre diz que devemos falar do que conhecemos, por isso suas histórias se passam todas no Maine, seu estado natal. Jorge Furtado mostra que sabe muito bem disso ao ambientar sua história em Porto Alegre, em vez de tentar um dinheirinho do governo pra passar umas férias nas praias do Nordeste enquanto finge que faz um filme (alguém aí falou em Cacá Diegues?). O roteiro é excelente, sem preocupações excessivas com a verossimilhança (a vida nem é tão verossímil assim, então pra que se preocupar tanto?). Lida com as três formas de ganhar dinheiro fácil com que todos sonhamos. Não vou falar quais, pra não estragar o filme, mas uma delas é fazer dinheiro, como já está dito no título.
O elenco é excelente. Lázaro Ramos é um gigante, além de ser engraçado vê-lo lutando contra o sotaque baiano. Já repararam em baiano tentando fazer sotaque de paulista ou gaúcho? Sempre exageram nos “erres”, fica legal. Eu me apaixonei por Leandra Leal ao ver o filme, mas isso se deve à minha facilidade para me apaixonar ultimamente. Luana Piovani (Ah, Luana…) surpreende com uma atuação muito boa. E tem o Pedro Cardoso. Porra, que que eu vou falar do Pedro Cardoso??? O cara é deus! EU AMO PEDRO CARDOSO!
Pronto, passou.
Se você ainda não viu o filme você é bobo e feio. Vá correndo.
Pergunte para a vaca
Depois de um tempão de vai-não-vai, o Lelê finalmente resolveu a linha editorial do Pergunte para a vaca: Agora a vaca responde às dúvidas mais excruciantes (sei lá se é assim que se escreve) dos leitores. Vão lá e banhem-se na sabedoria do bovino.
Morte aos spammers
Não há coisa mais patética do que blogueiro que usa a caixa de comentários alheia para fazer propaganda. Vocês hão de pensar que isso é implicância dos blogs ditos “grandes” (como é que se mede o tamanho de um blog???), mas quando eu, o Pedro e o moskito criamos a campanha “Cabo de enxada no cu de quem pede link”, nossos blogs tinham meia dúzia de visitas por dia. E como que para comprovar que não é implicância da panelinha blogueira, mas antes a opinião de qualquer pessoa de bom senso, a Sarcástica fez dois banners que resumem muito bem meu pensamento sobre isso:


Muito bem, moça! Vai pros Profetas e deve receber o formulário de adesão à Sacrossanta Panelinha Blogueira nos próximos dias. Não se esqueça de mandar o frasquinho de sangue e a mecha de cabelos, ok?




