Que feio!
Procure uma coletânea do Fagner com a gravação original da música Canteiros. Revire sua cidade. Venha a São Paulo e entre em cada biboca procurando a música. Você não encontrará. Uma das poucas músicas realmente boas do cara e não pode ser encontrada em lugar algum. Nem adianta procurar a edição remasterizada em CD de Manera Frufru Manera, disco de 1973 que continha a música: Canteiros foi limada do CD.
Eu passei por essa via crucis há uns anos. Encontrei numa loja em Guarulhos, de um maluco que fazia coletâneas em CD a partir de velhos LPs. Ele tinha Canteiros numa das coletâneas (uma bem ruinzinha, aliás), e me explicou o motivo do aparente boicote à canção: plágio. Sim, a letra era chupinhada de um poema de Cecília Meirelles. A família da poeta processou e a música foi riscada do mapa.
Mas por que estou falando isso agora? Simples: Fagner acaba de ser condenado em outro processo por plágio, dessa vez pela música As Penas do Tiê, também do disco Manera Frufru Manera.
Que feio! O melhor trabalho da carreira do cara contém PELO MENOS dois plágios! Eu sempre duvidei do talento do Fagner, mas achava que esse disco o redimia. Agora sou tentado a pensar que ele nunca teve talento mesmo. A não ser que mão-leve seja considerado um talento, claro.




