Jesus, me chicoteia!

Coisas escritas em

E já que o negócio é brincar com as fotos do Emotionrélio

Esta foi uma contribuição da Anne, irmã da minha querida Fer, e portanto tia do Vrey. Mande você também a sua montagem tosca com fotos do Emotionrélio! Vamos acabar de vez com o resto de dignidade que tenho!

Marcurélio Reloaded


(Uma cortesia Ice|Man)

Ontem fui ver Matrix Reloaded novamente. Precisava prestar mais atenção em algumas cenas para entender melhor o que acontece no final (que é a única parte do filme que interessa). E também achei que indo novemente, dessa vez sem uma expectativa grande demais, eu conseguiria gostar do filme. Enganei-me: É ruim mesmo. As cenas de ação dão sono em qualquer vivente e etc. etc. etc. Reitero e enfatizo o que já disse sobre o filme aqui, aqui e aqui.

How To Fight Loneliness

How to fight loneliness
Smile all the time
Shine you teeth til meaningless
Sharpen them with lies

And whatevers going down
Will follow you around
Thats how you fight loneliness
You laugh at every joke
Drag your blanket blindly
Fill your heart with smoke
And the first thing that you want
Will be the last thing you ever need
Thats how you fight it

Just smile all the time
Just smile all the time
Just smile all the time
Just smile all the time

(Wilco)

O Beijo no Dragão

A contrário do que o título possa sugerir, não vou contar mais uma de minhas rocambolescas aventuras com mulher feia. Negócio seguinte: Aproveita que você não tem mesmo nada pra fazer (se tivesse não estaria perdendo seu tempo aqui), entre no Epinion, clique em “Contos & Crônicas” e leia o texto com esse título aí, O Beijo no Dragão. Paula Foschia manda muito bem, puta que pariu.

Quem diria!

Daniela Santos em momento romântico, escreve para seu divino namorado no Clube da Lulu.

Empolgação

O Lelê está todo feliz porque eu consegui fazer o carro dele andar. HUMPF. Desde quando aquilo é dirigir, Nazareno???

A revolta do povo (Números 14)

Como eu ia dizendo, o desânimo do povo com as más notícias trazidas pelos espiões não demorou a transformar-se em revolta. Naquela mesma noite o que mais se ouvia no acampamento dos israelitas era nego choramingando. Então foram reclamar com Moisés e Arão. E estavam MUITO putos:
— Então foi para isso que vocês tiraram a gente do Egito? Para morrermos nas mãos dos cananeus?
— Onde é que Javé estava com a cabeça??? Agora nós vamos todos morrer na guerra e nossas mulheres e filhos serão levados como prisioneiros.
— Seria muito melhor a gente desistir enquanto há tempo e voltar pro Egito.
— Boa idéia! Por que a gente não escolhe outro líder e volta pro Egito?
A idéia foi ganhando corpo entre os hebreus. Moisés e Arão, percebendo que o negócio não estava nada bom pro lado deles, jogaram-se de joelhos e cara no chão implorando a piedade do povo. Que velhos bundões! Ainda bem que novos líderes começavam a surgir: Calebe, o único dos espiões que vira a conquista de Canaã com bons olhos, e Josué, que resolvera passar para o lado dos otimistas.
Aliás, permitam-me corrigir um erro: Lembram no último capítulo, quando eu disse que Moisés trocou o nome de um tal de Oséias para Josué? Pois tratava-se daquele mesmo Josué que já conhecemos faz tempo, office-boy de Moisés. Desculpem a falha, mas é que essas idas e vindas da narrativa bíblica às vezes me confundem a cabeça.
Mas como eu dizia, Josué e Calebe tiveram uma atitude de homens de verdade, ao contrário de Moisés e Arão:
— Filhos de umas quengas! A terra que a gente foi espionar é muito boa. Se Javé ajudar, a gente entra lá e chuta a bunda dos cananeus.
— É, mas cês têm que têm que tomar mais cuidado, porra! Cês ficam aí falando de voltar pro Egito e não sei mais o quê. Javé teve um trabalhão pra tirar a gente de lá, e vai ficar muito puto se vocês continuarem com essa choradeira. E vocês sabem como é quando ele fica bravo, pode acabar sobrando pra todo mundo.
O discurso continuaria, mas o povo começou a pegar pedras para jogar nos quatro. Agora imaginem: Quatro homens (sendo que dois eram velhos e estavam na posição em que Napoleão perdeu a guerra) diante de milhares de homens furiosos e de pedra na mão. Parecia tudo perdido, o povo ia voltar para o Egito por bem ou por mal.
Mas eis que todos viram um clarão sobre o Tabernáculo. Era deus que acendia seu baseado.
Vãopará com essa putaria aí! Moisés, vem aqui que eu quero conversar com você.
Moisés levantou a cara do chão e respondeu:
— Daqui a pouco, Javé.
Eu disse AGORA!
— É q-que… S-sabe c-como é… D-deixa eu p-pelo me-menos ir a-a-a-até a minha t-tenda t-trocar de t-t-túnica. Acho que me c-c-ca… c-ca-caaaaa…
— Tá, tá, já entendi. Puta que pariu. Vai lá, e toma um banho.
Quinze minutos depois, já limpo, Moisés dirigiu-se à Tenda Sagrada.
— P-pode dizer, Ja-Javé.
Moisés, eu já fumei unzito aqui e nem assim me acalmei. Dessa vez foi a gota d’água. Eu não agüento mais, para mim chega. Vou mandar uma epidemia mais forte que aquela última, e matar esse povo todo. Mas você, Moisés, vai sobreviver, e aí eu começo todo o meu projeto de novo: Vou fazer dos seus descendentes uma grande nação, muito maior e mais forte do que esse povinho sem-vergonha de Israel.
— Hum… F-fico m-muito ho-honrado, Ja-Javé, m-mas…
— Mas…?
— V-você já i-imaginou a re-repercussão d-disso?
— Repercussão???
— É. I-imagina os j-jornais do E-Egito: “D-DEUS I-INCOMPETENTE M-MATA S-SEU P-POVO NO D-DESERTO”. E o p-povo das t-terras p-por o-onde p-passamos até a-agora? V-vão dizer q-que vo-você m-matou os i-israelitas p-porque não foi c-capaz de l-levá-los até o s-seu d-destino.
— Hum…
— P-pensa bem, Ja-Javé. P-perdoa o p-povo, e-esquece i-isso.
— É, Moisés, acho que você tem razão… MAS ISSO NÃO PODE FICAR ASSIM! Já que você me pediu para perdoar, e considerando que você é meu truta, eu perdôo. MAS SÓ POR SUA CAUSA! Mas é o seguinte: Nenhum desses homens viverá para entrar na Terra Prometida. Esse povo me viu fazendo as coisas mais extraordinárias e mesmo assim vive me torrando o saco. Então ninguém vai entrar em Canaã porra nenhuma.
— N-ninguém?
— Hum… Bom, o Calebe vai. Esse cara tem colhões.
— E o J-Josué?
— Josué, Josué… Bah, depois eu vejo. O Josué só mudou de idéia depois, não sei se ele é confiável.
— E A-Arão e eu?
— Vocês dois? Sei lá, depois eu vejo isso! Agora tenho coisa mais importante para falar: Os israelitas não ficaram com medo dos amalequitas, dos cananeus e de todos os outros caras? Pois diga a eles que podem dar meia volta. Vocês vão voltar para o deserto, na direção do Mar Vermelho.
— U-ué. V-vamos v-voltar pro E-Egito???
— Depois do trabalho que foi pra tirar vocês de lá? Tá louco? Não, tenho outra coisa em mente. Como eu disse, esses homens aí não vão entrar na Terra Prometida. Ninguém com mais de vinte anos sequer verá Canaã. Exceto pelo Calebe. E pelo Josué, vá lá. Esses dois eu deixo. Os outros vão ficar vagando pelo deserto durante quarenta anos, um ano para cada dia em que os espiões ficaram em Canaã a troco de nada. Vão todos morrer no deserto, e não haverá memória da existência deles.
— P-porra, Ja-Javé, p-pega l-leve.
— PEGA LEVE É O CARALHO! Ainda tô dando chance a vocês! Além do mais, quarenta anos passam voando. Pelo menos para mim… Hehehe.
— Hum… M-mas e os e-espiões? E-eles já v-viram a T-Terra P-Prometida.
— Ah, isso eu resolvo rápido.
— C-como?
— Oras, como! Vou matá-los todos, menos Calebe e Josué, é claro.
De fato, os outros dez espiões foram atacados por uma doença e morreram em pouco tempo. Mas ninguém deu trela, porque a triste notícia já corria o acampamento: Israel era um povo condenado a vagar pelo deserto por quarenta anos, sem direito a apelação. Uma perspectiva lúgubre. Alguns israelitas resolveram, como se diz, tentar botar a tranca depois do arrombamento:
— Vamos consertar nosso erro! Vamos entrar na região montanhosa e conquistar aquela terra. Javé vai ver nosso arrependimento e vai voltar atrás.
Moisés, que conhecia Javé como ninguém, ainda tentou dissuadi-los dizendo que já não adiantava nada, que Javé já decidira e agora cabia a eles apenas cumprir sua condenação. Mas eles foram mesmo assim. E é claro que a tentativa foi um fiasco; os amalequitas e cananeus botaram os rebeldes para correr, e eles correram até um lugar chamado Horma.
Triste situação a do povo de Israel. Chegaram tão perto de Canaã e agora, condenados pela ira de um deus temperamental, deveriam voltar quase o caminho todo, e passar os quarenta anos seguintes andando em círculos pelo deserto. Isso é que é deus bom e misericordioso, o resto é conversa!

Superstição

Bom, dizem que existe essa superstição aí. Vi num filme uma vez que era uma crença dos índios norteamericanos. Mas depois li que umas tribos africanas é que acreditavam nisso. E uma vez me disseram que era coisa dos índios brasileiros. Ou seja, tem tudo para ser mentira e não existir superstição nenhuma. Porém, para efeito de verossimilhança, digamos que fosse uma crença dos navajos.
Pois então os navajos não permitiam que se tirasse fotos deles. Diziam que a imagem reproduzida roubava a alma do fotografado. Superstiçãozinha mais ridícula, eu sei. No entanto, tenho me sentido como um navajo ultimamente. Não que ande fugindo de fotografias, muito pelo contrário: seria trair o narcisismo que cultivei por tantos anos. Mas ontem tentei escrever alguma coisa para você (ou sobre você, sei lá) e desisti. Comecei várias vezes e em todas apaguei o que havia escrito.
Porque agora me parece que cada palavra que eu escrever roubará um pouco da alma do que sinto. Tenho medo de, escrevendo, dissolver um sentimento que surgiu de forma tão espontânea e explosiva.
Já escrevi demais. Tudo o que já senti ou pensei acabou mais cedo ou mais tarde sendo escrito. E para quê? Para que essa necessidade mórbida de guardar fotografias dos sentimentos?
Dessa vez não. Nada de escrever. Dessa vez vou viver, que deve ser melhor.

Bichos

Ontem eu estava pensando em bichos de estimação. Antigamente as pessoas tinham cachorros, gatos, papagaios, tartarugas, esses bichos normais todos. Hoje em dia a moda é ter animais de estimação das espécies mais esdrúxulas de nomes mais esquisitos. E mesmo pessoas que têm bichos normais se referem a eles pelos nomes esquisitos. Ninguém mais diz só “Eu tenho um cachorro”. Não, seria muito pobre! O negócio é dizer “Eu tenho um Golden Retriever”. Foda. Pensando nisso, lembrei-me da minha visita à casa de deus.
Como vocês devem se lembrar, eu e o Risadinha (sempre ele) estivemos no Rio de Janeiro em abril. Conversamos pra caralho na torre da menina, depois fomos para a casa da Paula Foschia, onde comi papel higiênico de pêssego, e terminamos nossa noite na casa de deus, no banheiro da qual vomitei com muita honra. A casa de deus, não sei se vocês sabem, fica ali em Ipanema, naquela parte entre o Recreio dos Bandeirantes e aquela praça grande do Riachuelo. Pois bem, estávamos lá, e o Criador de Todas as Coisas resolveu nos mostrar seu bichinho de estimação.
— Ô deus. Que bicho esquisito é esse?
— Não fala assim que ele é muito sensível. Esse aí é um Demônio da Guatemala.
— UM O QUÊ???
— Demônio da Guatemala.
— Nunca ouvi falar.
— Claro que não. Só existe esse aí.
— Espécie em extinção?
— Hum… Não exatamente. Vocês sabem de toda aquela história de Lúcifer, que teve inveja de mim e acabou expulso do Céu, né?
— Claro.
— Pois então. O cara deu mancada, mas era meu amigo. Imagina, Risadinha, que o Marco trabalha com você e dá uma puta mancada. Cê tem que demitir o cara, não tem outro jeito. Mas vai perder a amizade dele? Claro que não, né?
— Hum… Não sei. Não faço muita questão…
— Ai, meu saco. Bom, suponhamos que estejamos falando de dois amigos NORMAIS quaisquer. Foi o que aconteceu. No dia da despedida dele estava um puta clima chato. Eu quase não tive coragem de me despedir. Então ofereci esse presente a ele: Não era deus que ele queria ser? Pois seria por um momento. Dei a ele a oportunidade de criar um ser vivo, qualquer ser vivo que ele quisesse. Mas apenas um, para que a obra de Lúcifer não se espalhasse pelo mundo. E então ele criou o Demônio da Guatemala.
— Hum… Por que esse nome?
— Porque foi pra Guatemala que Lúcifer se mudou quando saiu daqui. Mas não tinha nada por lá ainda, então depois ele foi praquela região entre o Tigre e o Eufrates pra torrar o saco de Adão e Eva, e o resto vocês já sabem.
— Peraí, deus. Cê tá me dizendo que esse bicho aí existe quase desde a criação do mundo?
— É isso aí.
— E VOCÊ QUER QUE EU ENGULA ESSA HISTÓRIA???
— Porra, Marcaurélio, numfode. Tô te falando que é verdade.
— Deixa de onda…
— Tô te falando!
— Sei, sei…
— PORRA! Que o Risadinha arrume mulher se for mentira!
— Ô, não precisa pegar tão pesado. Eu acredito, eu acredito…

Degraus da fama

E lá vou eu, meu povo. Agora participei de um comercial com ninguém menos (nem mais) do que Gisele Bündchen! Ok, foi só uma ponta, e acabei me machucando. Mas, porra, já é alguma coisa. Ah, foto:

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