Coisas escritas em
Devagar e sempre
Ah, vocês acharam que o negócio de tirar habilitação era só lero-lero? Pois não se iludam! O processo é que é leeeeeeeeeento pra caralho. Mas amanhã tem a prova teórica no DETRAN. Antes que os espertinhos digam que é fácil, que basta decorar as placas, lembro que o negócio agora é um pouco mais complicado: Tenho que estudar Legislação, Sinalização, Meio-Ambiente, Cidadania, Primeiros Socorros e Mecânica Básica. Tem umas coisas meio cabulosas. Espero que todas as questões sejam nesse nível:
Para assumir um comportamento seguro, o condutor deve possuir as seguintes características:
a) beleza e inteligência.
b) prudência e habilidade.
c) alegria e jovialidade.
d) saúde e beleza.
e) bom humor e saúde.
(Tirado daqui)
Decisões difíceis
Marco Aurélio está prestes a completar 28 anos. É uma idade avançada. Marco Aurélio pensa que já está mais do que na hora de sair da casa dos pais e ir fazer sua vida. Marco Aurélio faz planos para se mudar no máximo até o próximo ano.
— Marco! — chama o pai — Não quer tomar café não? Comprei pão sovado.
Hum… Talvez 28 anos nem seja uma idade tão avançada assim. Pão sovado…
Assim fica difícil, porra!
Olha quem veio para o almoço
Mesmo sem cigarros, não resisti à tentação de dar uma passada pelo fumódromo. Mal me viu entrar, ele veio voando de cima do WTC.
— Aê, mané. Me arruma um cigarro.
— Parei de fumar.
— Parou? Mas por quê? Começou esses dias e já parou?
— O vício estava atrelado a um sentimento que já não existe.
— Ué, não pensa mais nela?
— Não.
— Assim, de repente?
— É.
— Hum. Que triste, não?
— Por que triste?
— Oras. Você não pensa mais nela. E pensa em quem?
— …
— Pois é. Vai ficar com esse vazio aí dentro de você.
— É difícil te entender, viu? Uma hora fala que é para eu parar de pensar. Aí eu paro. Aí você vem e diz que isso é ruim. Qual é a sua?
— A minha é mostrar o lado ruim das coisas, não percebe? Tudo tem seu lado ruim. Todo corpo traz em si os agentes de sua própria putrefação.
— Nossa, agora cê gastou tudo.
— Acordei inspirado hoje. Mas não vou gastar minha inspiração com você. Vou procurar outro mané sofredor que possa me arrumar um cigarro. Tchau.
E saiu voando, abanando a cabeça em sinal de reprovação.
Interlúdio depressivo
I don’t care cause I’m by myself
All the dancers left but I can’t dance
So I will stay and clean the mess they left behind
Dezessete e setecentos
Eu lhe dei vinte mil réis pra pagar tês e trezentos
Você tem que me voltar dezessete e setecentos
— É dezesseis e setecentos.
É dezessete e setecenos!
Sou diplomado, frquentei a academia
Conheço geografia, sei até multiplicar
Dei vinte mango para pagar três e trezentos
Dezessete e setecentos você tem que me voltar
Mas eu lhe dei vinte mil réis pra pagar três e trezentos
Você tem que voltar dezessete e setecentos
— É dezesseis e setecentos.
É dezessete e setecenos!
Eu acho bom você tirar os nove fora
Evitar que eu vá embora e deixe a conta sem pagar
Eu já lhe disse que essa droga tá errada
Vou buscar a tabuada e volto aqui pra lhe provar
Gonzagão domina, o resto é resto.
O impossível acontece
Hoje, vencendo minha profunda repugnância, comprarei um exemplar da revista veja
— Que revista, Marcurélio???
Veja. VEJA! Oras. Bah, não me massacrem. Luis Fernando Verissimo, personagem da matéria de capa, justifica qualquer coisa.
Hum…
Tava dando uma olhada no Emotionrélio.
Foda-se a modéstia, aquilo é engraçado pra caralho. Dá dó de abandonar.
Hum…
Dias cheios
Não estranhem a queda do ritmo deste blog. Ando trabalhando ultimamente.




