Esses últimos 4 capítulos do Levítico conseguem ser mais chatos que todos os 23 anteriores. Então não criem expectativas quanto a esse final. A não ser que eu tenha uma súbita inspiração (do que duvido), vai ser bem medíocre. Ou mediucre, vai saber.

Loira!!! Vem pra cá, que hoje eu tô fértil!

Então, hoje de manhã fui até o fumódromo para minha já tradicional caça à capivara. Não vi nenhuma, claro. Mas vi três garças. E o urubu que voa baixo resolveu voltar. Ficou passando na janela
— Aê, mané! Manezão!
Cansado de tanta petulância, achei que era hora de chamá-lo para conversar. Abri a janela, acenei, e ele não se fez de rogado.
— E aê, mané?
— Beleza, urubu. Senta aí.
— Sentar? E urubu lá tem bunda?
— Tá, tá. Empoleire-se num canto aí.
— Melhor. E aê, mané? Remoendo tudo aí dentro e procurando capivaras no rio?
— É isso aí. Sabe como é. As coisas acontecem com a gente, e a gente fica triste. Acho que você entende.
— Bah, você sabe que não é verdade. Acontecendo alguma coisa, ou não acontecendo nada, você vai sempre ser triste.
— Talvez. Meu irmão disse que eu fico buscando as coisas ruins na minha vida, em vez de me apegar às boas.
— É, deve ser por isso. Mas tem aquela outra coisa também…
— O quê?
— Você sabe.
— Sei?
— Claro que sabe. A consciência da morte. Você pensa nela o tempo todo. E, como na beira de um abismo, fica paralisado por toda a grandeza e terror que há na morte.
— Hum… Urubus não têm consciência da morte?
— Temos. Mas aceitamos melhor. A morte é nosso alimento.
— Ué, nosso também. Comemos plantas mortas, animais mortos.
— Não é a mesma coisa. Você nunca matou um boi. Há pessoas lá longe que fazem isso para você, e a carne chega até você sem se parecer em nada com um boi.
— E que diferença faz?
— Faz toda a diferença! Veja bem, nós urubus esperamos a morte. Não aceleramos o processo. Esperamos que morra um boi, um carneiro, um rato, até uma de suas tão queridas capivaras. E então vamos lá, com muita reverência, nos alimentarmos dos restos daquele ser. Não tentamos fingir que aquilo é um bife. Não passamos pelo fogo e pelo sal, não separamos o pêlo da carne. Encaramos a morte crua.
— Acho que entendi.
— Muito me surpreende, sendo você o grande mané que é.
— Hum… Sabe? Eu nunca vi um urubu morto.
— Isso é um segredo entre a morte e os urubus.
— Respeito isso.
— Que bom. Então, vou nessa.
— Té mais, urubu. Gostei de ter essa conversa com você.
— Foda-se.
E saiu voando em círculos em direção ao Robocop.

Marco: E aí, galera, o que vamos fazer no Carnaval?
Tonon: Eu acho que devíamos desfilar em TODAS as escolas de samba de SP e depois irmos para o RJ e desfilarmos em todas as escolas de lá também. É um programa barato, relaxante e divertido!

Jana, Camila, Daniel… Quem será o próximo a me dizer que eu preciso ouvir Norah Jones hoje???

— Puta que pariu, Panda. Foi só eu começar a deixar a barba crescer pra você deixar também. Cê não tem personalidade? Precisa ficar me imitando?
— É. E agora vou deixar a cabeça crescer também, a barriga…

Eu tento manter uma aura de tristeza respeitável. Uma aparência de melancolia. Um verniz de depressão. Mas aí vem deus e estraga tudo. Puta que pariu. Tá inspirado hoje.

E o moskito sempre com idéias geniais… Agora é essa dos banners de piadas internas. Até peguei um lá que gostei. Loira:

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Eu falei do Exu do Winamp. Um monte de gente não entendeu. Mas os que entenderam ficaram surpresos e assustados. Até a Bárbara, duas vezes vencedora do concurso Miss Skeptical, declarou, depois de uma seqüência de acertos desse novíssimo método divinatório: “Meu ceticismo foi pra casa do caralho!”.
Então hoje, enquanto relia os posts lia os comentários lá no Sonhos Sonhos São, resolvi consultar o oráculo. E a primeira música a tocar foi uma do Caetano Veloso, numa gravação belíssima de Roberto Carlos:

Muito Romântico

Não tenho nada com isso nem vem falar
Eu não consigo entender sua lógica
Minha palavra cantada pode lhe espantar
E a seus ouvidos parecer exótica
Mas acontece que eu não posso me deixar
Levar por um papo que já não deu
Acho que nada restou pra guardar ou lembrar
Do muito ou pouco que houve entre você e eu

Nenhuma força virá me fazer calar
Faço no tempo soar minha sílaba
Canto somente o que pede pra se cantar
Sou o que soa eu não douro pílula
Tudo o que eu quero é um acorde perfeito, maior
Com todo mundo podendo brilhar num cântico
Canto somente o que não pode mais se calar
Noutras palavras sou muito romântico

Rendam-se aos poderes do Winamp, seus incrédulos!

Hoje eu estou muito propenso a apagar comentários e banir comentaristas. Então não me encham o saco. E você, que já foi banido, entenda de uma vez por todos que NÃO É bem-vindo aqui.