No tempo errado
Eu acho que queria ser mais novo. Há coisa de quinze anos, eu preencheria folhas e mais folhas do meu caderno com seu nome. E tudo seria lindo. Mas acho que já passei do ponto: Fazer isso seria ridículo na minha idade, então fico preenchendo minha mente com seu nome, seu rosto, seu sorriso, suas palavras. E dói, às vezes.
Acho que preciso de um caderno.
(Aos curiosos: Não é de vossa conta)



