Jesus, me chicoteia!

Coisas escritas em January de 2003

Ah, ia me esquecendo!

Nossos agradecimentos ao Julio, leitor de Rondônia que conseguiu nos encontrar no meio de 150 mil pessoas. Abraço, cara!

Pois muito bem: A posse

Lá fui eu para Brasília. A recepção no aeroporto foi inesquecível, com a presença de minha querida Janaína e Marcos, seu namorado gente boa pra caralho, mais a linda Paulinha, o Pedro e meus sobrinhos boo e Rafael. Do aeroporto saímos para comer e beber e depois fomos para a casa da Janaína, que muito gentilmente hospedou a mim e a meus sobrinhos por esses dias. E lá chegando fomos logo nos acomodando:

No dia seguinte nossas energias foram todas concentradas nos preparativos para o reveillon. E tantos foram os preparativos que acabamos saindo tarde e comemorando o ano novo dentro do carro. Tudo bem, sem problemas. Já na festa, encontramos a celebridade-mor da internet brasileira, Daniela Abade. A festa foi ótima, com direito a bebida de graça e maços de cigarro com surpresa… Hum, vamos deixar isso pra lá. Basta que vocês vejam como eu estava quando voltei para a casa da Jana:

E logo dormimos, porque a Posse seria dali a algumas horas. Acordamos tarde pra caralho, mas contamos com a providencial ajuda da Paulinha, que já havia tentado nos acordar uma vez sem sucesso, e agora voltava para nos levar à Esplanada dos Ministérios. Apesar do trabalho todo que demos, ela manteve o bom humor, como podemos comprovar na foto abaixo, com participação especial de um transeunte metido a engraçadinho:

Perto da Catedral encontramos a comitiva da Paulinha e saímos à caça de um bom lugar para assistir à passagem do presidente Lula. E não demorou para Rafael Capanema mostrar sua face de menino mimado:
— Tô com fome…
— Segura tua onda, Rafael.
— Mas eu tô com fome!!!
— Tá, tá.
E lá fui eu, heroicamente, procurar algum lugar que vendesse comida. Depois de muito procurar, achei uma barraquinha de cachorro-quente e fui buscar todo mundo. E lá veio Rafael de novo:
— Cachorro-quente?
— É, Rafael. Cachorro-quente.
— Mas eu não gosto de cachorro-quente.
— ENTÃO COMA MERDA, CARALHO!
Diante da minha costumeira civilidade, Rafael não teve alternativa a não ser sair procurando outra coisa para comer. E acabou encontrando um cara que vendia milho, voltando todo feliz com a espiga na boca (ha ha ha…):

Todos comidos, Rafael quis fazer as pazes comigo limpando os restos de comida da minha boca. A boo achou linda a cena e pediu para repetirmos, o que fizemos a contragosto:

Triste, não? Uma foto sem espontaneidade nenhuma. Só sob a mira de uma arma faríamos algo tão ridículo, e foi justamente o que aconteceu:

Já alimentados, era hora de enfrentar a multidão vermelha rumo ao Congresso, onde Lula estava naquele momento sendo empossado:

Mas decidimos que o melhor mesmo era tentarmos chegar ao Parlatório, onde FHC passaria a faixa presidencial para Lula, que depois faria seu discurso para o povo. No caminho, ainda testemunhamos a invasão do espelho d’água do Congresso pelo povo:

Tá, Chicoteia. Já falou pra caralho. E o Lula?
Er… Lula? Então. Tirei uma foto do Genoíno, olha só:

Não enrola, caralho. Cadê o Lula
O Lula, né? Tá bom. Taí o Lula com Dona Marisa no Parlatório:

CARACA! Cê ficou tão longe assim da bagaça?

Não. Fiquei bem mais longe. Minha objetiva nova que aumenta zilhões de vezes é que permitiu que a foto saísse assim. Pra piorar, na saída do Palácio do Planalto, o Lula saiu pelo lado oposto de onde eu estava.
Frustrada a expectativa de fotografar o Lula de perto, nos restava ir para casa. Janaína, a anfitriã perfeita, boo e eu demonstramos bem nosso descontentamento fazendo o clássico z0/ em frente ao Itamaraty.

Mas Janaína, um anjo, reacendeu nosso ânimo:
— Ei, vocês não querem ir até o hotel do Fidel ver se tiram uma foto dele?
Ôpa, claro que queríamos! E lá fomos para o hotel (com Rafael queixando-se de fome, frio e solidão, como sempre). Burlamos o rígido esquema de segurança, que incluía até uma van cheio de atiradores de elite da Polícia Federal e buscamos abrigo numas moitas. Um casal que ia passando quase botou tudo a perder, no entanto. A garota nos viu e gritou:
— Rafael Capanema??? boo???? NÃO ACREDITO! Posso tirar uma foto com vocês???
Como o casal mais querido da comunidade bloguista é sempre muito gentil e educado com seus fãs, atenderam ao pedido da garota e foram lá para o lado deles, enquanto eu batia a foto:

E voltamos correndo para nossa moita. Nossas horas de tocaia foram recompensadas pela chegada de Fidel:

Sei que a foto não saiu lá essas coisas, mas considerem minha posição, deitado de bruços na terra e fazendo de tudo para ocultar minha supercâmera para trazer a todos que pediram (especialmente Joyce Garófalo, que tanto insistiu nesse ponto), uma foto de Fidel Castro.
E a posse foi isso aí. Não teve Lula, que era o prato principal. Mas valeu cada centavo.

Dentes: Por que tê-los?

Na boa, porque não é socialmente aceitável o uso de dentaduras? Pra que esse trabalho todo com dentes? Estou pensando seriamente em arrancar os que me restam e sair ostentando uma bela prótese.

Cidade maluca

Eu sempre perguntava às pessoas como é que era possível Brasília não ter esquinas. Nunca me deram uma explicação convincente. Pois bem: Fui até Brasília; de fato não há esquinas na cidade. Mas não sei explicar. Puta que pariu.

Pronto

Estou de volta. Tenham calma.

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