Um teste que vale a pena
Achei aqui. Clique no gráfico para saber em que quadrante político você se situa. Eu estou li embaixo à esquerada, olha, socialmente bem perto do anarquismo e economicamente próximo ao comunismo.
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Sexta-feira não é dia de voltar cedo pra casa. ARGH!
Não percam: Próximo domingo, dia 29 de setembro, aniversário da Bárbara no Fun House, Rua Bela Cintra 567. Ela vai pagar tudo!!!
(Êxodo 28:31-43)
— Vamos lá, Momô. Olha que linda a sobrepeliz que vocês vão fazer, todinha tecida com lã azul. A abertura para a cabeça será reforçada com uma tira de malha para não rasgar, estilo gola canoa, sabe? Então. Aí aqui em volta de toooooooooooda a barra vai ter umas aplicações assim em forma de romã. Entre uma romã e outra, vão ficar sininhos de ouro.
— Si-sininhos? Po-porra, n-não é vi-viadagem de-demais n-não???
— Momô, o Jajá que quis assim! Fala pra ele, Jajá!
— É isso mesmo, Moisés. Sabe como é, preciso de privacidade. Vai que o Arão chega quando eu estiver, sei lá, vendo uns filminhos pornô? Não pode chegar de surpresa, tem que avisar antes, pra eu poder botar no Discovery Channel e fingir que estou admirando minha criação e essa bobageira toda. Então vai ter esses sininhos na roupa, assim eu saberei pelo barulho quando ele estiver chegando.
— Cê é ch-cheio de mu-mumunhas, Ja-Javé.
— Faço o que posso. Continua, Clô.
— Vamos lá. Vocês vão fazer uma placa beeeeeeeeeem fininha de ouro puro, com a frase “Reservado para Javé” gravada. Essa placa será amarrada na frente da mitra com um cordão de lã azul, como se fosse assim um diadema, sabe?
— P-pra que i-i-isso?
— Ai meu saco. Deixa que eu explico, Clô. Moisés, o Arão vai usar essa placa na testa para eu aceitar as ofertas que ele me trouxer.
— M-mas n-não ba-basta a-aceitar as o-o-ofertas e p-pronto?
— Hum. Tá bom, eu confesso: É que eu achei engraçado isso, o velho Arão com uma placa de ouro na testa, escrito “Reservado para Javé”. Aí quando ele entrar no Tabernáculo eu vou poder sacanear ele, “E aí, minha puta?”, essas coisas. Legal, né?
— Hu-humpf!
— Véio chato da porra… Fala aí com ele, Clô, que eu tô sem paciência com gente mal humorada.
— Sim senhor, Jajá. Bom, para o sacerdote vocês vão tecer uma túnica e uma mitra de linho fino e um cinto bordado, bem bonitinho, assim, ó. E essas aqui são as roupinhas para os filhos do Arão, chiquéeeeeeeeeerrimas. Olha essa túnica! E esse cinto! E essa tiara, não é TUDO?
— Ti-tiara? N-não fo-fode…
— Tiara sim, que Jajá mandou. Vão usar tiara. E vão ficar lindinhos. Depois de vestidos assim, você vai consagrar Arão e os meninos derramando azeite na cabeça deles e… Nossa, estava esquecendo um detalhe im-por-tan-tís-si-mo!!! As cuequinhas! Precisa fazer cuecas pra eles também, tudo samba-canção de linho. Se não é capaz do Jajá ficar puto.
— Fi-ficar pu-puto s-só p-porque o ca-cara t-tá sem cu-cueca???
— Ô, Moisés, cacete! Segue as instruções do Clodovil, é a melhor coisa que cê faz. É claro que eu vou ficar puto se nego entrar no Tabernáculo sem cueca, oras! Imagina o cara lá, de túnica, andando de um lado pro outro com o pinto balançando dentro da roupa? Eu mato o feladaputa! MATO!
— T-tá b-bom, po-porra.
— Humpf! É foda lidar com você, Moisés. Acho que vou te mandar lá pra Ubatuba e contratar o Clô pra ficar no seu lugar.
— Jajá, eu queria MUITO. Mas preciso voltar pra casa, se não o Jorge me mata! E você sabe como é, se ele me mata, o processo cármico fica interrompido, então eu vou ter que voltar mais vezes para cumprir esse ciclo que é a verdadeira engrenagem da vida cósmica, unindo todos os seres num só espírito que é o próprio Deus, não é mesmo?
— Não é porra nenhuma! Deus sou eu! Volta lá pra tua terra, fico com o Moisés mesmo. BAH!
— Eu, hein, Creuza! Quanto recalque! Pode deixar, vou embora MESMO. Tchau, monas!
— A-audácia da bi-bicha, hein, Ja-Javé.
— Não torra, Moisés.
O Heringer é cartunista, já colaborou com o Pasquim e a revista Bundas, entre outros, e é um dos leitores mais recentes do Jesus, me chicoteia!, o que muito me honra. Dia desses saiu no Charge Online uma montagem dele, que reproduzo aqui:
Dia de TUCEFU!
O povo que fez o segundo grau comigo há de se lembrar da Andréa cantando isso o tempo todo na sala de aula, nos corredores, nos laboratórios, no pátio, na rua, na chuva, na fazenda. Ela fazia uma vozinha beeeeeeeem aguda e ficava irritando todo mundo com isso, cantando alto pra caralho. Eu nem lembrava mais disso. Mas agora recebi um fansign do Giovanni Alecrim e a música não me sai da cabeça.
Muito obrigado, meu caro teólogo. Mas você me paga por plantar esse alecrim na minha cabeça.
(Êxodo 28:6-30)
— E aí, Momô, vamos continuar?
— Mo-Momô é o ca-caralho, m-m-meu no-nome é M-Moisés, po-porra!
— Nooooooossa, que estressadinho! Momô, relaxa e presta atenção aqui. Vou te mostrar como é que vocês vão fazer o éfode.
— É f-foda?
— ÉFODE, Momô.
— Q-que po-porra é e-essa?
— O manto sacerdotal, tolinho.
— E p-por q-que vo-você n-não fa-fala m-manto sa-sacerdotal lo-logo?
— Porque éfode é mais bonito, Moisés. Éfode. Olha que palavra linda, explosiva, sibilante, proparoxítona, um primor!
— T-tá, ch-chega de vi-viadagem, to-toca o b-barco.
— Vamos lá. O éfode será feito de fios de lã azul, púrpura e vermelha, de linho fino e fios de ouro, e enfeitado com bordados beeeeeeem bonitos. Olha o desenho, que lindo. Olha aqui, nas duas pontas do manto vai ter essas alças assim, presas dos lados. E vai ter um cinto também, do mesmo material do éfode. Aí vem o toque mais bonito: Em duas pedras de ágata serão gravados os nomes dos doze filhos de Jacó, seis em cada uma. As pedras serão montadas em engastes de ouro e colocadas assim, ó, nas alças do éfode, representando as doze tribos de Israel.
— Pa-para q-que t-tanta f-frescura?
— Ah, Momô, o Jajá falou que vai ser assim para…
— Deixa que eu explico pra essa besta, Clô.
— C-Clô? HUMMMMMMMMMMMMMM!
— Se fecha, Moisés. Deixa eu explicar esse lance aí das pedras com as doze tribos. Isso aí o Arão vai usar nos ombros para eu sempre me lembrar do meu povo. É foda lembrar de cor, ainda mais com os nomes que Jacó deu aos filhos: Tem um tal de Zebulom, um Naftali, Dã, Issacar, porra, parece a prole da Baby Consuelo. Entendeu?
— E-entendi.
— Pode continuar, Clô.
— Obrigadinho, Jajá. Onde é que eu estava? Ah, do manto é só isso. Esses engastes de ouro serão presos com correntinhas de ouro, desse jeitinho assim. Viu tudinho, Momô? Então pega o desenho, guarda com cuidado. Agora, o peitoral. Ai, ai… O peitoral cês vão fazer com o mesmo material do éfode. Vai ser assim, ó, quadrado com um palmo de lado. E olha que lindo, vocês vão colocar quatro carreiras de pedras preciosas montadas em engastes de ouro no peitoral, três pedras em cada carreira: Um rubi, um topázio e uma granada, uma esmeralda, uma safira e um diamante, uma turquesa, uma ágata e uma ametista, um berilo, um ônix e um jaspe. Olha que lindo que vai ficar, tudo coloridinho e brilhante! Aí em cada pedra será escrito o nome de um dos filhos de Jacó.
— Po-porra, d-de no-novo?
— Não chia, Momô. Nem é você que vai fazer isso, nem tem capacidade. Humpf. Deixa eu continuar, porque o tempo não espera, e todo esse processo cármico que carregamos na nossa jornada por esse planeta maravilhoso para onde Deus nos enviou para cumprir cada um a sua missão de forma que…
— CH-CHEGA! E-essa vi-viadagem i-i-i-irrita!
— Ai, credo! Tá bom, tá bom… Continuando: O peitoral vai ser preso ao manto com correntinhas de ouro. Arão vai usar esse peitoral quando entrar no lugar Santo. Ah, e você vai botar o Urim e o Tumim no peitoral, bem em cima do coração do Arão.
— U-urina c-com o q-quê???
— Xacomigo, Clô. URIM E TUMIM, Moisés. Seguinte: Do jeito que vocês são chatos, vão querer me consultar direto. Já prevendo isso, bolei esse sistema, que na verdade é um jogo de dados simplificado: Duas pedrinhas, cada uma com um lado escuro e um lado claro. Sempre que Arão entrar no Tabernáculo para me consultar, vai fazer a pergunta e jogar as duas pedrinhas. Os dois lados escuros pra cima significam não, os dois lados claros significam sim. Se ficar um escuro e um claro, a pergunta fica sem resposta.
— Pe-peraí, n-não e-entendi. P-pra que e-esse ne-negócio d-de pe-pedrinhas? P-por que vo-você n-não r-responde di-direto?
— E vou perder meu tempo com os problemas de vocês, Moisés? Faça-me o favor! Tenho mais o que fazer. Vai por mim, é fácil enrolar esse povo. É só não chamar as pedrinhas de pedrinhas, porque aí vira esculhambação. O negócio já vai ser numa tenda, se o povo souber que Arão vem me consultar jogando pedrinhas, aí fode tudo: Vão botar placa na frente do Tabernáculo, “Pai Arão: búzios, tarô, amarração para o amor”. Não, não: Chamem as pedrinhas sempre de Urim e Tumim, pra dar um ar misterioso, sobrenatural, místico. É puro marketing, Moisés! Sem isso ninguém vai pra frente. Marketing, marketing!
— T-tá b-bom, t-tá b-bom… Co-continua a-aí o ne-negócio d-das ro-roupas, C-Clô.
— ME CHAMOU DE CLÔ!
— Ch-chamei na-nada!!!
— Chamou sim!
— A-ARGH!
— Ai, que bom que estamos nos entendendo, Momô. Já estamos no final, viu? Fica calminho…
O B.M.G. 2205 é um cara que não tem muito o que fazer. Olha a seqüência que ele me preparou:




Valeu, cara! Agora vá arrumar alguma coisa pra fazer, porra!
Ainda bem que eu não acabei com o Chicote Verbal. Gosto cada vez mais de escrever lá. E pra melhorar, ainda recebi esse presente lindo da Diana:

Meu coração cinzento agradece, Diana.